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Juiz federal rejeita processo de Trump contra Wall Street Journal

O magistrado Darrin Gayles encerrou a ação por difamação movida pelo presidente Donald Trump contra o jornal e Rupert Murdoch sobre reportagem sobre Jeffrey Epstein.

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Foto: South China Morning Post
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31/10 às 17:01, atualizado 19:31

Pontos principais

  • O juiz distrital Darrin Gayles rejeitou o processo com prejuízo, impedindo novas tentativas de reabertura da ação.
  • A decisão judicial concluiu que Trump não apresentou evidências plausíveis de 'malícia real' por parte dos réus.
  • O processo contestava uma reportagem de julho de 2025 sobre um suposto bilhete de aniversário enviado a Jeffrey Epstein.
  • A equipe jurídica de Trump buscava indenizações de US$ 10 bilhões por danos à imagem.
  • O tribunal afirmou que a reportagem foi fruto de investigação criteriosa e protegida pela Primeira Emenda.
  • Esta foi a segunda vez que o juiz Gayles rejeitou a ação, após uma primeira decisão em abril deste ano.
  • Representantes de Donald Trump informaram que pretendem recorrer da decisão judicial.

O juiz distrital Darrin Gayles, da Flórida, rejeitou definitivamente o processo movido pelo presidente Donald Trump contra a Dow Jones & Company, proprietária do The Wall Street Journal, e o magnata Rupert Murdoch. A decisão, proferida no último sábado, encerra a disputa judicial com prejuízo, o que impede que o presidente apresente uma nova versão da queixa no mesmo nível judicial. O magistrado fundamentou sua decisão na ausência de provas plausíveis de "malícia real", padrão jurídico exigido em casos de difamação envolvendo figuras públicas nos Estados Unidos.

A ação judicial contestava uma reportagem publicada em julho de 2025, que detalhava a existência de um suposto bilhete de aniversário enviado por Trump ao falecido financista Jeffrey Epstein. Em sua sentença, o juiz Gayles destacou que as alegações de má-fé apresentadas pela defesa do presidente eram vagas e inconsistentes com o conteúdo da matéria jornalística. O tribunal reforçou que a negativa de Trump sobre o episódio não invalida o trabalho de investigação realizado pelo jornal, que permanece protegido pelas garantias de liberdade de imprensa da Primeira Emenda.

Embora o processo tenha sido arquivado, a equipe jurídica de Donald Trump sinalizou que pretende levar o caso para instâncias superiores. O presidente buscava uma indenização de US$ 10 bilhões, alegando que a publicação continha declarações falsas e difamatórias sobre seus vínculos com Epstein. Esta é a segunda vez no ano que a justiça federal bloqueia as tentativas do presidente de processar o veículo de comunicação pelo mesmo tema.

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