Irã e EUA ensaiam retomada de negociações em meio a tensões
Após ameaças de retaliação, Irã e EUA iniciam articulações diplomáticas mediadas pelo Catar para buscar um cessar-fogo regional.
Pontos principais
- O aiatolá Mojtaba Khamenei afirmou que a resposta do Irã a um ataque seria imediata e sem limites geográficos.
- No X, em 31 de outubro, Mojtaba Khamenei determinou a atualização abrangente do banco de alvos militares, para que todos os ativos físicos e não físicos dos EUA e de Israel fiquem ao alcance das Forças Armadas.
- Uma delegação iraniana viajará ao Catar neste sábado para discutir um plano de cessar-fogo.
- O governo iraniano exige a suspensão de sanções e do bloqueio aos seus portos para avançar nas negociações.
- O vice-presidente americano, JD Vance, teria enviado uma carta propondo o retorno das conversas diretas.
O aiatolá Mojtaba Khamenei comunicou a comandantes militares que qualquer ataque ao Irã resultará em uma resposta imediata e sem restrições geográficas. No X, em 31 de outubro, ele determinou a atualização abrangente do banco de alvos militares, para que todos os ativos físicos e não físicos do “inimigo sionista-americano” (EUA e Israel) fiquem ao alcance das Forças Armadas. Enquanto a retórica de confronto persiste, mediadores do Catar intensificaram esforços diplomáticos para evitar uma campanha de bombardeios liderada pelos Estados Unidos e por Israel, buscando abrir canais de diálogo entre as partes.
Como parte dessas articulações, uma delegação iraniana deve viajar ao Catar neste sábado para debater um plano de cessar-fogo regional. O governo do Irã condiciona o avanço das discussões nucleares à retirada de sanções americanas e ao fim do bloqueio aos seus portos, enquanto relatos indicam que o vice-presidente dos EUA, JD Vance, enviou uma carta propondo a retomada formal das negociações diretas entre os dois países.
