Entidades e órgãos de justiça repudiam listas de boicote político
Instituições condenam a criação de listas de boicote contra empresas e trabalhadores motivadas por divergências políticas após as eleições de 2026.
Pontos principais
- Entidades empresariais, OAB e MPT alertam para riscos jurídicos e democráticos de listas de boicote.
- O MPT registrou 1.140 denúncias de assédio eleitoral nos três dias seguintes ao segundo turno.
- Ação civil pública foi movida contra a Meta para remover postagens que incentivam demissões por voto.
- A Abrasel manifestou repúdio contra o incentivo ao boicote de estabelecimentos comerciais.
Entidades representativas, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) emitiram notas de repúdio contra a circulação de listas de boicote direcionadas a empresas e trabalhadores. A prática, que ganhou força após o segundo turno das eleições de 2026, visa punir estabelecimentos e indivíduos por posicionamentos políticos. O MPT registrou 1.140 denúncias de assédio eleitoral em apenas três dias, evidenciando a gravidade do cenário atual.
Como medida de contenção, o MPT ingressou com uma ação civil pública contra a Meta para exigir a remoção de conteúdos que incitam a demissão de funcionários com base em suas escolhas políticas. Especialistas e figuras públicas compararam o movimento a táticas de perseguição utilizadas em regimes autoritários, alertando para os riscos à democracia e à estabilidade das relações de trabalho no país.
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