Economia da Argentina apresenta divisões regionais sob Milei
Segundo a Secretaria de Trabalho, Emprego e Seguridade Social, o emprego assalariado registrado da Argentina caiu 1,5% em julho de 2026 na comparação anual, e a alta ficou restrita a três províncias.
Pontos principais
- Em julho de 2026, havia 9,9 milhões de assalariados registrados na Argentina, 155,3 mil a menos que um ano antes.
- No setor privado, a queda foi de 2,2% (134,5 mil postos) e no setor público, de 0,7% (22,8 mil).
- Os maiores recuos do setor privado são de intermediação financeira (-4,8%), indústria (-4,4%) e comércio (-3,4%).
- Construção (-0,6%) e mineração (-1,4%) também recuam em um ano, enquanto a pesca sobe 5,8%.
- Neuquén (+5,4%), Río Negro (+3,5%) e San Juan (+1,2%) são as únicas províncias com alta.
- Tierra del Fuego teve a maior queda do país, de 13%, seguida por Misiones (-5,8%) e Corrientes (-5,4%).
- Na Província de Buenos Aires a queda foi de 3,1% (61,5 mil), em Mendoza de 4,9% e na Cidade Autônoma de 1,3%.
- A remuneração média bruta do setor privado foi de $2.256.861 em julho, 29,3% acima de um ano antes, em termos nominais.
- A própria Secretaria classifica os dados de julho como provisórios.
A economia da Argentina apresenta realidades regionais distintas sob o governo de Javier Milei. No setor privado, a queda atinge a maioria dos ramos, e o leste enfrenta crise na indústria e no comércio.
No sul, o setor de petróleo registra crescimento acelerado e salários elevados, e Neuquén e Río Negro ganham postos. Mas o sul não cresce de modo uniforme: Tierra del Fuego, Santa Cruz e Chubut também perdem vagas. No oeste, Mendoza recua enquanto San Juan avança.
Em centros urbanos como Buenos Aires, profissionais enfrentam a estagnação de carreiras. A disparidade entre as regiões levanta dúvidas sobre a sustentabilidade do modelo econômico e sobre os desafios que o governo enfrentará até 2027 para equilibrar o desenvolvimento nacional.
