Ações da Usiminas caem quase 7% após balanço trimestral fraco
Papéis da siderúrgica recuaram após resultados do terceiro trimestre de 2026 ficarem abaixo das expectativas do mercado.
Pontos principais
- As ações da Usiminas (USIM5) fecharam em queda de 6,95%, cotadas a R$ 5,09 na última sexta-feira.
- O EBITDA do segmento de aço decepcionou analistas e ficou aquém das projeções da própria administração.
- Custos elevados com insumos e a desvalorização do real pressionaram as margens operacionais da companhia.
- A divisão de mineração sofreu com a queda nos preços realizados e a redução no volume de vendas.
- Instituições financeiras como Bradesco BBI, Itaú BBA e Morgan Stanley mantiveram recomendação neutra para o ativo.
As ações da Usiminas encerraram o pregão da última sexta-feira (30) com uma desvalorização de 6,95%, sendo cotadas a R$ 5,09. O movimento negativo foi impulsionado pela divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2026, que ficaram abaixo das estimativas de mercado. A empresa enfrentou dificuldades operacionais significativas, com o EBITDA do segmento de aço frustrando as expectativas e sendo pressionado pelo aumento nos custos de produção, como coque e placas, além do impacto cambial da desvalorização do real.
Além do setor siderúrgico, a divisão de mineração da companhia também apresentou um desempenho desfavorável, registrando queda nos preços realizados e redução expressiva nos volumes de venda. Diante do cenário desafiador e das perspectivas negativas para o quarto trimestre, analistas do Bradesco BBI, Itaú BBA e Morgan Stanley optaram por manter a recomendação neutra para os papéis. Em contrapartida, o JPMorgan reiterou sua classificação de compra, mantendo uma visão divergente sobre o potencial de recuperação da empresa no longo prazo.
