Ações da Usiminas recuam 23% com revisões de analistas para 2026
Analistas cortaram preços-alvo da Usiminas diante de custos elevados e margens pressionadas no setor siderúrgico para o segundo semestre de 2026.
Pontos principais
- As ações da Usiminas acumulam desvalorização superior a 23% no último mês.
- O Bradesco BBI reduziu o preço-alvo da companhia de R$ 10,00 para R$ 8,50.
- O Goldman Sachs manteve recomendação de compra, mas ajustou o preço-alvo para R$ 10,00.
- O setor enfrenta desafios com a acomodação dos preços do aço e a concorrência de importações.
- A XP Investimentos projeta que a geração de caixa da empresa deve permanecer limitada no curto prazo.
O setor siderúrgico brasileiro atravessa um momento de cautela, refletido na recente desvalorização das ações da Usiminas, que acumulam queda de mais de 23% nos últimos 30 dias. Analistas financeiros revisaram suas projeções para o segundo semestre de 2026, citando um cenário macroeconômico desafiador marcado por custos operacionais elevados e pressões nas margens de lucro. Enquanto instituições como o Bradesco BBI adotaram uma postura neutra, reduzindo o preço-alvo para R$ 8,50, o Goldman Sachs manteve a recomendação de compra, destacando a alavancagem operacional da companhia, embora prefira outros players do setor, como Gerdau e Ternium. A preocupação central do mercado reside na combinação entre a estagnação dos preços do aço e a crescente pressão competitiva das importações, fatores que, segundo a XP Investimentos, devem restringir a geração de caixa da Usiminas nos próximos meses.
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