XP adota postura cautelosa sobre ações da Usiminas
Analistas apontam desaceleração na demanda por aço e custos elevados como fatores que devem limitar o desempenho da Usiminas nos próximos trimestres.
Pontos principais
- A XP Investimentos revisou sua perspectiva para a Usiminas, indicando que o melhor momento para o papel já passou.
- A demanda nos setores de distribuição e industrial está em desaceleração devido aos juros elevados.
- Medidas antidumping implementadas em fevereiro não elevaram os preços domésticos conforme esperado.
- A XP projeta um Ebitda entre R$ 650 milhões e R$ 660 milhões para o terceiro trimestre de 2026.
- O Bradesco BBI corrobora a visão de cautela, classificando as estimativas atuais do mercado como otimistas.
A XP Investimentos adotou uma postura mais moderada em relação às ações da Usiminas, sinalizando que a fase de maior otimismo para a companhia pode ter chegado ao fim. Segundo os analistas, a combinação de uma demanda enfraquecida nos segmentos industrial e de distribuição, pressionada pelo atual patamar de juros, cria um cenário desafiador para o crescimento da empresa no curto prazo. Além disso, o aumento nos custos de produção tem comprimido as margens operacionais. A eficácia das medidas antidumping adotadas em fevereiro também é questionada, visto que o volume de importações continua a pressionar os preços internos. Com a projeção de um Ebitda entre R$ 650 milhões e R$ 660 milhões para o terceiro trimestre de 2026, o mercado começa a reavaliar suas expectativas, com instituições como o Bradesco BBI alertando que as projeções correntes podem estar superestimadas.
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