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Lucro da Usiminas salta 236% e atinge R$ 428 milhões no 2º trimestre

A companhia superou as expectativas do mercado no 2T26, impulsionada por eficiência operacional, embora sinalize cautela para o restante do ano.

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Foto: Times Brasil
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30/07 às 08:45 · atualizado 31/07 às 17:13

Pontos principais

  • Lucro líquido da Usiminas atingiu R$ 428,2 milhões no 2T26, alta de 235,5% na comparação anual.
  • Resultado superou a estimativa de analistas da LSEG, que projetavam R$ 279,81 milhões.
  • Ebitda ajustado somou R$ 761 milhões, um crescimento de 86% frente ao mesmo período de 2025.
  • Receita líquida da empresa recuou 7% no trimestre, totalizando R$ 6,131 bilhões.
  • Companhia revisou seu plano de investimentos (Capex) para 2026, fixando-o entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,4 bilhão.
  • Divisão de mineração (MUSA) registrou queda de 36% no Ebitda, pressionada por custos logísticos e preços do minério.
  • Ações (USIM5) apresentam volatilidade técnica, negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos.

A Usiminas reportou um desempenho financeiro robusto no segundo trimestre de 2026, com lucro líquido de R$ 428,2 milhões, superando significativamente os R$ 127,6 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. O resultado, que representa uma alta de 236%, foi impulsionado por ganhos não recorrentes e uma gestão rigorosa de custos, superando as projeções de mercado que apontavam para um lucro próximo a R$ 280 milhões. Apesar do avanço no lucro, a receita líquida da siderúrgica apresentou uma retração de 7%, totalizando R$ 6,131 bilhões, refletindo desafios persistentes no volume de embarques e na dinâmica do setor de mineração.

O Ebitda ajustado da companhia atingiu R$ 761 milhões, com a margem Ebitda subindo para 12%, um avanço de 6,3 pontos percentuais. No entanto, a divisão de mineração (MUSA) enfrentou dificuldades, com queda de 36% no Ebitda trimestral devido à pressão dos preços do minério de ferro e custos logísticos elevados. Em resposta ao cenário, a empresa revisou seu plano de investimentos (Capex) para 2026, projetando um desembolso entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,4 bilhão, em um movimento que sinaliza maior disciplina financeira diante das incertezas macroeconômicas.

No mercado financeiro, a reação às ações (USIM5) foi marcada por volatilidade. Analistas de instituições como Bradesco BBI, Itaú BBA e JPMorgan adotaram uma postura conservadora para o segundo semestre, citando a possível perda de fôlego operacional e o enfraquecimento do mercado siderúrgico. Tecnicamente, o papel negocia abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, indicando um viés vendedor no curto prazo. Para que o cenário técnico melhore, investidores monitoram a superação da resistência de R$ 8,89, enquanto a empresa busca manter a eficiência operacional em um ambiente de custos pressionados.

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