Daily Journal
Daily Journal

Raízen propõe reestruturação de R$ 75,35 bilhões e ações caem 19%

A Raízen detalhou um plano de reestruturação extrajudicial para R$ 75,35 bilhões em dívidas, resultando em queda de 19% nas ações da companhia.

Daily Journal
Foto: InfoMoney
||
28/05 às 11:45 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O plano de reestruturação abrange uma dívida total de R$ 75,35 bilhões.
  • A proposta prevê a cisão da empresa em Raízen Energia e Raízen Combustíveis.
  • Credores poderão deter cerca de 83% da companhia após a conversão de passivos em ações.
  • Shell e Aguassanta Investimentos realizarão aportes de R$ 3,5 bilhões e R$ 500 milhões, respectivamente.
  • O conselho de administração será reformulado com maioria de membros indicados pelos credores.
  • As ações da empresa (RAIZ4) fecharam em queda de 19,05%, cotadas a R$ 0,34.
  • A companhia enfrenta desafios operacionais nos setores de combustíveis, açúcar e etanol, além de contingências tributárias de R$ 25,1 bilhões.

A Raízen apresentou um plano de reestruturação extrajudicial para reorganizar sua estrutura operacional e financeira, visando equacionar um passivo total de R$ 75,35 bilhões. A proposta central consiste na segregação da companhia em duas unidades, Raízen Energia e Raízen Combustíveis, além da conversão de uma parcela significativa da dívida em ações, o que pode resultar na transferência de cerca de 83% do capital social para os credores. O plano conta com aportes de R$ 3,5 bilhões da Shell e R$ 500 milhões da Aguassanta Investimentos, além de prever uma mudança na governança com a criação de um conselho de administração majoritariamente composto por indicados pelos credores. A empresa também lida com contingências tributárias de R$ 25,1 bilhões e assegurou a renovação do licenciamento da marca Shell por 15 anos.

Após a divulgação dos detalhes da reestruturação, as ações da Raízen sofreram uma desvalorização acentuada, fechando o pregão com queda de 19,05%, cotadas a R$ 0,34. A reação negativa do mercado reflete a desconfiança dos investidores quanto aos termos da renegociação e ao impacto da diluição acionária. A companhia, que enfrenta desafios operacionais nos setores de combustíveis, açúcar e etanol, segue em negociações com os credores para viabilizar a implementação das medidas e garantir a continuidade de suas operações até 2027.

Comentários

Carregando comentários...