Flávio Bolsonaro deixa o Brasil e se declara 'verdadeiro presidente eleito'
Derrotado no segundo turno, Flávio Bolsonaro declara em carta que é o verdadeiro presidente eleito, alega fraude sem apresentar provas e diz que liderará a oposição a Lula a partir dos Estados Unidos.
Pontos principais
- Flávio Bolsonaro afirma ter visto uma fraude eleitoral se concretizar na noite de domingo, com Lula acrescentando mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno.
- Segundo ele, uma decisão do STF, tomada acima da competência do TSE, prorrogou a votação e chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas.
- Ele pede a cassação da chapa Lula-Alckmin por abuso de poder político, abuso de poder econômico e uso da máquina pública em favor da reeleição.
- Flávio Bolsonaro diz que não existe mandado de prisão contra ele e que saiu do país para liderar a oposição de fora, sem ficar calado, preso e censurado como o pai.
- Ele promete se dirigir regularmente aos brasileiros e apresentar, nos próximos dias, uma estratégia para mobilizar a oposição por meios pacíficos e legítimos.
Derrotado no segundo turno, Flávio Bolsonaro deixou o Brasil e foi para os Estados Unidos. Em carta, ele se declara o verdadeiro presidente eleito e afirma que saiu do país para liderar a oposição de fora. Diz ter visto uma fraude eleitoral se concretizar na noite de domingo, com Lula acrescentando mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno, mas não apresenta provas.
Segundo ele, uma decisão do STF, tomada acima da competência do TSE, prorrogou a votação e chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas. Ele também acusa o juiz citado no inquérito que tentou apreender seus passaportes de iniciar, sete minutos depois da fraude, uma perseguição política, e diz que não existe mandado de prisão contra ele. Pede a cassação da chapa Lula-Alckmin por abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública.
Ele descreve como roteiro da perseguição a apreensão de passaporte, a tornozeleira eletrônica, a censura, a prisão domiciliar, o julgamento de fachada e a condenação. Promete se dirigir regularmente aos brasileiros e apresentar nos próximos dias uma estratégia para mobilizar a oposição por meios pacíficos e legítimos. Pede à comunidade internacional que não normalize o que acontece no Brasil.
Fontes primárias
CARTA À NAÇÃO BRASILEIRA — 28.10.26
Carta publicada na conta do senador após a chegada aos EUA. Se dirige ao povo brasileiro e à comunidade internacional "como o verdadeiro presidente eleito do Brasil". Afirma que "não fugiu do Brasil", que "saiu pelo Brasil" para liderar a oposição de fora, e que trouxe a família aos EUA por segurança. Alega fraude eleitoral na noite do segundo turno, com Lula acrescentando mais de 10 milhões de votos, e pede a cassação da chapa Lula-Alckmin. Acusa o juiz de perseguição política, cita passaporte, tornozeleira e prisão domiciliar como etapas do que chama de roteiro de perseguição, e agradece a Trump e Milei.
Íntegra da carta de Flávio Bolsonaro (28/10/2026)
Texto integral reproduzido pelo Metrópoles. Declara-se "o verdadeiro presidente eleito do Brasil" e diz que "não fugiu do Brasil, eu saí pelo Brasil", para liderar a oposição de fora. Atribui a derrota a uma "fraude eleitoral" com votação estendida por decisão do STF após o horário legal e pede a cassação da chapa Lula-Alckmin. Diz não existir mandado de prisão contra ele e acusa a Suprema Corte de perseguição política. Agradece a Trump e Milei e cita Rui Barbosa, De Gaulle e Guaidó como exemplos de luta a partir do exílio.
