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Flávio Bolsonaro deixa o Brasil e se declara 'verdadeiro presidente eleito'

Derrotado no segundo turno, Flávio Bolsonaro declara em carta que é o verdadeiro presidente eleito, alega fraude sem apresentar provas e diz que liderará a oposição a Lula a partir dos Estados Unidos.

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Foto: G1 Política
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29/10 às 06:15, atualizado 09:03

Pontos principais

  • Flávio Bolsonaro afirma ter visto uma fraude eleitoral se concretizar na noite de domingo, com Lula acrescentando mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno.
  • Segundo ele, uma decisão do STF, tomada acima da competência do TSE, prorrogou a votação e chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas.
  • Ele pede a cassação da chapa Lula-Alckmin por abuso de poder político, abuso de poder econômico e uso da máquina pública em favor da reeleição.
  • Flávio Bolsonaro diz que não existe mandado de prisão contra ele e que saiu do país para liderar a oposição de fora, sem ficar calado, preso e censurado como o pai.
  • Ele promete se dirigir regularmente aos brasileiros e apresentar, nos próximos dias, uma estratégia para mobilizar a oposição por meios pacíficos e legítimos.

Derrotado no segundo turno, Flávio Bolsonaro deixou o Brasil e foi para os Estados Unidos. Em carta, ele se declara o verdadeiro presidente eleito e afirma que saiu do país para liderar a oposição de fora. Diz ter visto uma fraude eleitoral se concretizar na noite de domingo, com Lula acrescentando mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno, mas não apresenta provas.

Segundo ele, uma decisão do STF, tomada acima da competência do TSE, prorrogou a votação e chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas. Ele também acusa o juiz citado no inquérito que tentou apreender seus passaportes de iniciar, sete minutos depois da fraude, uma perseguição política, e diz que não existe mandado de prisão contra ele. Pede a cassação da chapa Lula-Alckmin por abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública.

Ele descreve como roteiro da perseguição a apreensão de passaporte, a tornozeleira eletrônica, a censura, a prisão domiciliar, o julgamento de fachada e a condenação. Promete se dirigir regularmente aos brasileiros e apresentar nos próximos dias uma estratégia para mobilizar a oposição por meios pacíficos e legítimos. Pede à comunidade internacional que não normalize o que acontece no Brasil.

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