A pesquisa do Instituto Datafolha perguntou aos entrevistados: "considerando uma escala de 1 a 5, onde 1 é bolsonarista e 5 petista, em qual número você se encaixa?". O resultado indica que a maioria da população se alinha a esses dois polos ideológicos, refletindo o cenário político brasileiro contemporâneo marcado por essa dicotomia. Mais recentemente, o bolsonarismo tem enfrentado discussões internas, como as geradas pela declaração da esposa de Tarcísio de Freitas, que sugeriu um "CEO para o Brasil", interpretada como um endosso à candidatura presidencial de Tarcísio. Essa fala gerou críticas de outros bolsonaristas, evidenciando as tensões e a dinâmica de poder dentro do campo da direita em relação a futuras eleições.
Além disso, o movimento tem sido palco de uma disputa estratégica e de protagonismo, exemplificada pelo ato convocado pelo deputado Nikolas Ferreira para 1º de março de 2026. A manifestação, com o lema “Fora, Lula, Moraes e Toffoli”, gerou desconforto em parte dos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Um grupo defende que a pauta central deveria ser a anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro e a articulação para derrubar vetos presidenciais no Congresso, argumentando que insistir no impeachment de ministros do STF poderia ser contraproducente, pois o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicaria os substitutos. Nikolas Ferreira, por sua vez, defendeu o enfrentamento direto, questionando a mudança de discurso de aliados que antes apoiavam o impeachment de ministros e conectando a derrubada do veto sobre a dosimetria à libertação dos presos do 8 de Janeiro.