Flávio Bolsonaro alega fraude em eleição e deixa o Brasil
Flávio Bolsonaro diz ter visto uma fraude na eleição presidencial brasileira de 25 de outubro e anuncia que liderará a oposição a partir dos Estados Unidos, para onde levou a família.
Pontos principais
- Na noite de 25 de outubro, Flávio Bolsonaro diz ter visto “uma fraude eleitoral se concretizar”.
- Ele atribui à atuação “ilegítima e ilegal” do “ex-advogado do Lula” o resultado que chama de “impossibilidade matemática”.
- A ordem do STF, diz ele, “só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas”.
- O presidente do TSE diz que as eleições foram “as mais inclusivas da história da República” e não cita a decisão do STF.
- Os fundamentos do pedido de cassação, segundo ele, são abuso de poder político e econômico e “uso da máquina pública em favor da reeleição”.
- Ele diz que não pretendia deixar o país, mas “saí pelo Brasil” e trouxe a família para os Estados Unidos, onde “estamos em segurança”.
- Diz que não existe “nenhum mandado de prisão” contra ele e descreve como “roteiro da perseguição” a apreensão de passaporte, a tornozeleira eletrônica, a censura e a prisão domiciliar.
Flávio Bolsonaro afirma que houve fraude na eleição presidencial de 25 de outubro: uma decisão do STF que estendeu a votação teria permitido a Lula acrescentar mais de 10 milhões de votos. Pede a cassação da chapa Lula-Alckmin.
Alvo de investigação por lavagem de dinheiro, ele nega ter cometido crime. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, menciona a “instabilidade na reta final de votação” e diz que os questionamentos serão analisados.
Fontes primárias
Carta à nação brasileira (28.10.26)
Carta publicada em 28/10/2026, após o senador deixar o país. Na versão inicial, declara-se “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”; minutos depois, o termo foi trocado por “líder do Brasil”. Afirma ter visto “uma fraude eleitoral se concretizar” na noite de domingo (25/10): a atuação do “ex-advogado do Lula” e uma decisão do STF que estendeu a votação, com a ordem chegando após o fim do horário legal, teriam permitido que Lula acrescentasse “mais de 10 milhões de votos” do 1º para o 2º turno. Pede a cassação da chapa Lula-Alckmin, diz sofrer perseguição política (passaporte, tornozeleira, censura, prisão domiciliar) e afirma: “não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil”. Anuncia que liderará a oposição a partir dos EUA.
Nota do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques
Nota de 28/10/2026 (19h17), publicada após a carta de Flávio Bolsonaro. O presidente do TSE ressalta o “compromisso de toda a Justiça Eleitoral com a vontade soberana do eleitorado”; diz que as eleições de domingo (25/10) foram “as mais inclusivas da história da República” e que, “mesmo diante da instabilidade na reta final de votação”, a apuração avançou e entregou “um pleito com segurança”. Informa que “todos os questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos” e que as eleições transcorreram “com respeito aos ditames legais e constitucionais”.
