Flávio Bolsonaro alega fraude e defende a cassação da chapa Lula-Alckmin
Em carta, Flávio Bolsonaro, que diz estar nos Estados Unidos, contesta o resultado do segundo turno e afirma que liderará a oposição de lá.
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28/10 às 21:01, atualizado 21:31
Pontos principais
- Flávio afirma que uma “impossibilidade matemática” se concretizou na noite de domingo, 25 de outubro, quando Lula acrescentou mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno.
- Diz que uma decisão do STF, tomada “por cima da competência do TSE”, estendeu a votação no fim do dia, e que a ordem chegou depois do horário legal, com as urnas já encerradas.
- Afirma que, até agora, o TSE só defendeu a prorrogação do horário e que não há “uma única resposta crível” às nulidades.
- Diz que houve abuso de poder político e econômico e uso da máquina pública em favor da reeleição, e que esses fatos justificam a cassação da chapa Lula-Alckmin.
- Diz que, sete minutos depois dessa “repugnante fraude eleitoral”, um juiz pôs em andamento a “máquina de perseguição política do regime”, com uma tentativa de apreender seus passaportes.
- Afirma que “não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime”.
- Diz que “não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil” e agradece ao presidente Trump e ao presidente Milei por acolhê-lo nos Estados Unidos.
- Afirma que liderará a oposição de fora e que apresentará nos próximos dias uma estratégia “por todos os meios pacíficos e legítimos” para impedir que Lula “consolide um regime ditatorial” no Brasil.
- Diz que os senadores, deputados e governadores que ajudou a eleger não têm hoje a liberdade necessária para a atividade política, e cita Rogério Marinho, seu candidato à presidência do Senado.
- Diz que a perseguição começou com seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e atingiu “milhares de outros brasileiros patriotas” e até cidadãos americanos.
- Pede à comunidade internacional que não normalize o que acontece no Brasil.
Flávio Bolsonaro publicou no X, em 28 de outubro, uma carta dirigida ao povo brasileiro e à comunidade internacional. Nela, ele se apresenta como líder do Brasil e descreve o país como um regime de exceção, de onde diz ter saído para liderar a oposição de fora.
Ele diz que não pretendia deixar o país, mas que a instrumentalização política da Justiça o levou a trazer a família para os Estados Unidos, onde afirma estar em segurança. Termina dizendo que a luta não terminou em 25 de outubro e que vai se dirigir regularmente ao povo brasileiro.
