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Flávio Bolsonaro se autodeclara presidente em carta enviada dos EUA

Após chegar aos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro divulgou carta contestando o resultado das eleições e autoproclamando-se presidente do Brasil.

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Foto: G1 Política
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28/10 às 17:15, atualizado 19:32

Pontos principais

  • Flávio Bolsonaro (PL) desembarcou em Miami na quarta-feira (28) acompanhado de sua família.
  • O senador divulgou uma carta de três páginas em suas redes sociais contestando o resultado do segundo turno.
  • O documento alega fraude eleitoral e cita uma suposta impossibilidade matemática após a extensão do horário de votação.
  • Flávio Bolsonaro solicitou a cassação da chapa composta por Lula e Geraldo Alckmin por abuso de poder.
  • O parlamentar negou ter fugido do país, justificando a viagem como uma saída devido à perseguição política.
  • O texto original da carta foi alterado pelo senador, substituindo o termo 'presidente eleito' por 'líder do Brasil'.
  • Donald Trump afirmou que não pretende se envolver na polêmica gerada pelas declarações do senador brasileiro.
  • O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, defendeu o respeito ao resultado das urnas e o prosseguimento do mandato.
  • O PL, partido de Flávio Bolsonaro, reconheceu oficialmente a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no pleito.
  • Uma das versões do brasão da República contidas no documento apresentou erro ortográfico, grafando 'Brazil' com 'z'.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou uma carta à nação brasileira nesta quarta-feira (28), logo após sua chegada aos Estados Unidos, na qual contesta o resultado do segundo turno das eleições presidenciais. No documento, o parlamentar alega a existência de fraude eleitoral e cita uma suposta impossibilidade matemática decorrente da decisão do STF que estendeu o horário de votação. Embora não tenha apresentado provas que sustentem suas acusações, o senador solicitou formalmente a cassação da chapa composta por Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, sob a justificativa de abuso de poder.

Em sua manifestação, Flávio Bolsonaro negou que sua ida aos Estados Unidos configure uma fuga, descrevendo o movimento como uma saída necessária diante do que classificou como um regime de exceção e perseguição política no Brasil. O senador, que agradeceu publicamente aos presidentes Donald Trump e Javier Milei pelo auxílio em sua saída do país, afirmou que pretende liderar a oposição a partir do exterior. Inicialmente, o texto autodenominava o senador como o verdadeiro presidente eleito, mas o documento foi posteriormente editado para utilizar o termo líder do Brasil.

A repercussão política da carta foi imediata, com lideranças do próprio PL e aliados da direita reforçando o reconhecimento oficial da vitória de Lula nas urnas. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, manifestou-se publicamente ao declarar que, embora compreenda a indignação de parte do eleitorado, o caminho institucional é respeitar o resultado das eleições e seguir em frente. Por sua vez, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou comentar o conteúdo da carta ou oferecer apoio direto às alegações do senador, afirmando que não pretende se envolver na questão interna brasileira.

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