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Bolsonaro oficializa Flávio como porta-voz e pré-candidato à Presidência

Em carta pública, o ex-presidente Jair Bolsonaro busca pacificar conflitos internos no PL e reafirma apoio à pré-candidatura de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, para 2026.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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11/07 às 13:01 · atualizado 21:31

Pontos principais

  • Jair Bolsonaro designou Flávio Bolsonaro como seu porta-voz oficial em carta lida publicamente.
  • O documento reforça o apoio do ex-presidente à pré-candidatura de Flávio à Presidência da República.
  • A iniciativa visa encerrar atritos públicos entre o senador e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
  • O movimento busca consolidar a sucessão política dentro do grupo liderado por Bolsonaro antes da convenção nacional do PL.
  • Analistas sugerem que a carta também tenta desviar o foco de denúncias envolvendo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
  • O pré-candidato Ronaldo Caiado criticou o gesto, classificando a dependência política como um sinal de fragilidade na campanha de Flávio.

O ex-presidente Jair Bolsonaro oficializou, por meio de uma carta lida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que seu filho é seu porta-voz oficial e o nome escolhido para a disputa presidencial de 2026. O gesto, realizado neste sábado, tem como objetivo central pacificar divergências internas no Partido Liberal, que se intensificaram após atritos públicos entre o senador e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ao pedir que o grupo político deixe de lado as diferenças, o ex-presidente tenta unificar a base partidária antes da convenção nacional, marcada para o dia 25.

A movimentação ocorre em um cenário de pressão política, com analistas apontando que a intervenção também serviria para mitigar o desgaste causado por denúncias contra o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e especulações sobre vídeos envolvendo o senador. O apoio explícito, contudo, gerou reações externas no campo conservador. O governador e pré-candidato Ronaldo Caiado criticou a estratégia, argumentando que a necessidade de uma carta de chancela demonstra fragilidade na autonomia política de Flávio Bolsonaro, reforçando a disputa interna pela liderança do espectro político para as próximas eleições.

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