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Milei mantém silêncio e é único líder sul-americano a não parabenizar Lula

O presidente argentino Javier Milei não reconheceu a reeleição de Lula, justificando a postura pela ausência de um cumprimento pessoal do brasileiro após sua própria vitória em 2023.

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Foto: G1 Política
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27/10 às 10:15, atualizado 17:03

Pontos principais

  • Javier Milei é o único chefe de Estado da América do Sul que não parabenizou Luiz Inácio Lula da Silva pela reeleição.
  • O porta-voz da Casa Rosada, Adrián Ravier, afirmou que o governo argentino não emitirá comunicado oficial sobre o pleito brasileiro.
  • A justificativa oficial para o silêncio é a falta de reciprocidade de Lula após a eleição de Milei em 2023.
  • O governo brasileiro enviou uma mensagem oficial de sucesso ao governo argentino em 2023, contrariando a versão do porta-voz de Milei.
  • Milei apoiou publicamente Flávio Bolsonaro, adversário de Lula no segundo turno das eleições brasileiras.
  • O governo argentino declarou que, apesar da divergência, as relações comerciais e a cooperação no Mercosul devem ser mantidas.
  • Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, garantindo seu mandato até 2030.

O presidente da Argentina, Javier Milei, tornou-se o único líder da América do Sul a não reconhecer ou parabenizar Luiz Inácio Lula da Silva pela reeleição no Brasil. Enquanto chefes de Estado de países vizinhos, como Paraguai, Equador e Bolívia, formalizaram o reconhecimento do resultado eleitoral, a Casa Rosada manteve uma postura de distanciamento diplomático após o segundo turno do pleito brasileiro.

O porta-voz presidencial argentino, Adrián Ravier, justificou a ausência de um comunicado oficial alegando que o presidente brasileiro não teria cumprimentado Milei pessoalmente após sua vitória em 2023. A declaração, descrita por Ravier como um gesto de não hipocrisia, ignora registros oficiais de que o governo brasileiro enviou uma mensagem de sucesso ao governo argentino na época da posse de Milei. O presidente argentino, que apoiou abertamente a candidatura de Flávio Bolsonaro, mantém um histórico de trocas de ataques verbais com o mandatário brasileiro.

Apesar do impasse diplomático e das marcantes divergências ideológicas entre os dois líderes, o governo argentino afirmou que tomou conhecimento do resultado das urnas no Brasil. Autoridades da Casa Rosada ressaltaram que a relação comercial entre os dois países, que movimentou cerca de US$ 31,2 bilhões em 2025, não deve sofrer alterações imediatas. A expectativa é que a cooperação técnica e os acordos dentro do Mercosul permaneçam inalterados, preservando a estabilidade econômica entre as duas maiores economias da região.

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