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ETF brasileiro EWZ cai 18,43% no mercado externo após reeleição de Lula

O ETF iShares MSCI Brazil registrou forte queda no aftermarket após a confirmação da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva para um novo mandato.

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Foto: G1 - Economia
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25/10 às 21:45, atualizado 23:02

Pontos principais

  • O ETF EWZ atingiu a cotação de US$ 34,74 no overnight, uma queda de 18,43% em relação ao fechamento anterior.
  • A variação negativa de US$ 7,85 foi registrada na plataforma Blue Ocean ATS após o resultado das eleições.
  • Lula foi reeleito com 51,76% dos votos válidos, superando o senador Flávio Bolsonaro, que obteve 48,24%.
  • ADRs de empresas brasileiras como Petrobras, Vale e Itaú também apresentaram quedas expressivas no mercado americano.
  • Analistas do mercado financeiro projetam volatilidade e pressão vendedora na abertura da B3 nesta segunda-feira.
  • O Bradesco BBI rebaixou a recomendação para o Brasil de overweight para neutra, citando incertezas fiscais.
  • Pesquisa do Citi indicou que 79,5% dos investidores esperavam uma queda superior a 5% no Ibovespa com o resultado.

O mercado financeiro internacional reagiu negativamente à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, com o ETF iShares MSCI Brazil (EWZ) registrando uma queda de 18,43% no aftermarket. Segundo dados da plataforma Blue Ocean ATS, o ativo foi negociado a US$ 34,74, recuando US$ 7,85 em comparação ao fechamento de US$ 42,59 registrado na sexta-feira (23). A movimentação reflete a cautela de investidores estrangeiros diante do cenário político e das incertezas sobre a condução da política fiscal no próximo mandato.

Além do EWZ, as ADRs de grandes companhias brasileiras listadas nos Estados Unidos também sofreram desvalorização imediata. Analistas do Bradesco BBI rebaixaram a recomendação para o Brasil de overweight para neutra, apontando preocupações com o desconto histórico das ações e o ambiente macroeconômico. A expectativa de especialistas é de que a volatilidade se mantenha elevada na abertura da bolsa brasileira, com pressão sobre setores sensíveis aos juros, como varejo e construção civil, enquanto o mercado aguarda as primeiras sinalizações da equipe econômica do governo reeleito.

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