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Mercado financeiro projeta rali com Flávio Bolsonaro e queda com Lula

Pesquisa do Citi com 73 gestores aponta que o Ibovespa pode subir mais de 5% com vitória de Flávio Bolsonaro, enquanto uma eleição de Lula deve provocar desvalorização do real e queda na bolsa.

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Foto: Brazil Journal
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23/10 às 12:15, atualizado 13:32

Pontos principais

  • Pesquisa do Citi ouviu 73 gestores de fundos sobre o impacto do segundo turno nas eleições.
  • 49% dos entrevistados projetam alta superior a 5% no Ibovespa em caso de vitória de Flávio Bolsonaro.
  • 78% dos gestores esperam valorização do real entre 2% e 5% com a vitória de Flávio Bolsonaro.
  • 80% dos consultados preveem queda superior a 5% no Ibovespa se Lula for eleito.
  • 63% dos gestores projetam desvalorização do real acima de 5% em um cenário de vitória de Lula.
  • 67% dos gestores antecipam abertura de 100 pontos-base na curva de juros (DI 2029) com Lula.
  • A trajetória fiscal é apontada como o principal fator determinante para os preços dos ativos.

O mercado financeiro brasileiro mantém expectativas distintas para o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, conforme aponta uma pesquisa realizada pelo Citi com 73 gestores de fundos. O levantamento indica que uma vitória de Flávio Bolsonaro seria recebida com otimismo, com 49% dos entrevistados projetando uma valorização superior a 5% no Ibovespa e 78% esperando uma apreciação do real entre 2% e 5%. A percepção dos investidores reflete uma preferência por políticas econômicas que, na visão do mercado, estariam mais alinhadas com a manutenção da disciplina fiscal.

Em contrapartida, um cenário de vitória de Luiz Inácio Lula da Silva é visto com cautela, com 80% dos gestores prevendo uma queda superior a 5% no índice da bolsa e 63% esperando uma desvalorização cambial acentuada. Além da volatilidade no mercado de ações e no câmbio, a curva de juros também deve sofrer impacto, com 67% dos gestores antecipando uma abertura superior a 100 pontos-base no DI de janeiro de 2029. Segundo o Citi, a incerteza sobre a futura trajetória fiscal do país permanece como o principal fator determinante para a precificação dos ativos brasileiros neste momento de decisão eleitoral.

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