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Dólar dispara até 12,2% e supera R$ 5,60 após reeleição de Lula

O mercado financeiro reagiu com forte volatilidade à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, levando o dólar a registrar uma das maiores altas diárias desde o Plano Real.

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Foto: Times Brasil
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26/10 às 09:45, atualizado 13:33

Pontos principais

  • O dólar comercial registrou alta de até 12,2%, atingindo a cotação de R$ 5,60.
  • A valorização ocorreu no primeiro pregão após a confirmação da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.
  • O movimento é apontado como uma das cinco maiores altas diárias da moeda desde a criação do Plano Real em 1994.
  • Investidores demonstram preocupação com o risco fiscal e as perspectivas para a política econômica no próximo mandato.
  • O Banco Central declarou que é prematuro avaliar os impactos da variação cambial no balanço de pagamentos do país.
  • O Ibovespa futuro teve seu limite de queda ampliado para 15% diante da instabilidade no mercado acionário.
  • A cotação da moeda americana retornou a patamares observados pela última vez em junho de 2025.

O mercado financeiro brasileiro iniciou a semana com forte instabilidade, reagindo à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República. O dólar comercial disparou logo na abertura das negociações, atingindo picos de valorização de até 12,2% e superando a marca de R$ 5,60. Analistas da Elos Ayta indicam que, caso o patamar de alta se sustente até o fechamento do pregão, o movimento entrará para o histórico como uma das cinco maiores valorizações diárias da moeda desde a implementação do Plano Real em 1994.

A reação negativa dos investidores reflete incertezas sobre a condução da política econômica, o controle das contas públicas e o futuro da taxa Selic nos próximos quatro anos. A vitória de Lula, que superou as expectativas de parte do mercado, gerou um movimento de aversão ao risco que também impactou o mercado acionário, levando ao aumento do limite de oscilação do Ibovespa futuro. O cenário é agravado pela expectativa de decisões de política monetária em grandes economias, com reuniões agendadas do Federal Reserve, do Banco Central Europeu e do Banco do Japão.

Diante da volatilidade, o Banco Central adotou uma postura de cautela. Fernando Rocha, chefe do departamento de Estatísticas da instituição, afirmou que ainda é muito cedo para projetar os impactos concretos dessa disparada cambial no balanço de pagamentos do Brasil. Enquanto o mercado monitora os próximos passos da equipe econômica, a cotação da moeda americana retorna a níveis que não eram vistos desde junho de 2025, sinalizando um período de ajuste nas expectativas dos agentes financeiros.

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