Dólar dispara até 12,2% e supera R$ 5,60 após reeleição de Lula
O mercado financeiro reagiu com forte volatilidade à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, levando o dólar a registrar uma das maiores altas diárias desde o Plano Real.
Pontos principais
- O dólar comercial registrou alta de até 12,2%, atingindo a cotação de R$ 5,60.
- A valorização ocorreu no primeiro pregão após a confirmação da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.
- O movimento é apontado como uma das cinco maiores altas diárias da moeda desde a criação do Plano Real em 1994.
- Investidores demonstram preocupação com o risco fiscal e as perspectivas para a política econômica no próximo mandato.
- O Banco Central declarou que é prematuro avaliar os impactos da variação cambial no balanço de pagamentos do país.
- O Ibovespa futuro teve seu limite de queda ampliado para 15% diante da instabilidade no mercado acionário.
- A cotação da moeda americana retornou a patamares observados pela última vez em junho de 2025.
O mercado financeiro brasileiro iniciou a semana com forte instabilidade, reagindo à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República. O dólar comercial disparou logo na abertura das negociações, atingindo picos de valorização de até 12,2% e superando a marca de R$ 5,60. Analistas da Elos Ayta indicam que, caso o patamar de alta se sustente até o fechamento do pregão, o movimento entrará para o histórico como uma das cinco maiores valorizações diárias da moeda desde a implementação do Plano Real em 1994.
A reação negativa dos investidores reflete incertezas sobre a condução da política econômica, o controle das contas públicas e o futuro da taxa Selic nos próximos quatro anos. A vitória de Lula, que superou as expectativas de parte do mercado, gerou um movimento de aversão ao risco que também impactou o mercado acionário, levando ao aumento do limite de oscilação do Ibovespa futuro. O cenário é agravado pela expectativa de decisões de política monetária em grandes economias, com reuniões agendadas do Federal Reserve, do Banco Central Europeu e do Banco do Japão.
Diante da volatilidade, o Banco Central adotou uma postura de cautela. Fernando Rocha, chefe do departamento de Estatísticas da instituição, afirmou que ainda é muito cedo para projetar os impactos concretos dessa disparada cambial no balanço de pagamentos do Brasil. Enquanto o mercado monitora os próximos passos da equipe econômica, a cotação da moeda americana retorna a níveis que não eram vistos desde junho de 2025, sinalizando um período de ajuste nas expectativas dos agentes financeiros.
Tópicos relacionados
Cobertura da mídia
Dólar sobe até 12,2% e testa maior cotação desde junho de 2025
UOL - Economia • 26 out, 12:06
Dólar sobe 9% após vitória de Lula e pode ter 5ª maior alta desde o Plano Real
InfoMoney • 26 out, 13:04
BC diz ser muito cedo para prever impacto de disparada do dólar após reeleição do Lula
Folha de São Paulo - Mercado • 26 out, 12:37
