Procurador-geral dos EUA nega intenção de controlar eleições no Alasca
O Departamento de Justiça pede à Justiça federal que o Alasca não certifique a eleição para o Senado se o resultado puder ter sido afetado por um segundo Daniel J. Sullivan na cédula, e Todd Blanche nega que o governo queira controlar a eleição estadual.
Pontos principais
- O Departamento de Justiça processou o estado do Alasca em 22 de outubro, com base na lei federal de registro de eleitores (NVRA).
- A ação pede que não se certifique resultado em que Dan S. Sullivan perca, mas vença pelo voto por ranking se os votos de Daniel J. Sullivan tivessem ido para ele.
- Na primária de 28 de agosto, Mary Peltola teve 49,5%, Dan S. Sullivan 41,4% e Daniel J. Sullivan 2,5%.
- Em 15 de junho, a diretora da Divisão de Eleições, Carol Beecher, retirou a candidatura de Daniel J. Sullivan por considerá-la feita para confundir eleitores.
- A Suprema Corte do Alasca manteve a candidatura em 29 de junho, em decisão sumária, e a fundamentação completa ainda não saiu.
O Departamento de Justiça dos EUA pede à Justiça federal que impeça, no Alasca, a certificação de qualquer resultado possivelmente afetado pela confusão de eleitores, até que uma investigação determine se os votos dados a Daniel J. Sullivan eram, na verdade, para o senador republicano Dan S. Sullivan. A ação não pede a retirada do nome da cédula.
Em entrevista à CNN, Todd Blanche afirmou que o caso trata de um segundo Dan Sullivan na cédula, que "só está lá para confundir os eleitores", e que a não certificação só se aplica se a lei for violada. Ele disse que o governo não vai decidir quem será o próximo senador pelo Alasca. "O presidente Trump não está tentando assumir o controle de uma eleição estadual de forma alguma", afirmou. Quando a apresentadora Dana Bash citou a frase de Trump "fui eu que mandei fazer", Blanche não a comentou e disse que não fala sobre conversas com o presidente.
Fontes primárias
State of the Union (CNN), entrevista com o procurador-geral Todd Blanche — transcrição
Na entrevista ao State of the Union, em 25/10/2026 (9h ET), Blanche afirma: ‘Não estamos criando as bases para que o presidente faça isso’ e que ‘o presidente Trump não está tentando assumir o controle de uma eleição estadual de forma alguma’. Diz que o processo trata de um segundo Dan Sullivan na cédula, que ‘só está lá para confundir os eleitores’, e que o pedido à Justiça serve para que o Alasca avalie, após a eleição, se houve confusão que viole a lei federal. Sobre a queixa, diz que o trecho sobre não certificar resultados se aplica se a lei for violada. Quando perguntado se Trump mandou mover a ação, recusa-se a comentar conversas com o presidente, mas afirma que Trump tem sido claro sobre suas preocupações com o Alasca.
United States v. State of Alaska, Case 3:26-cv-00376-SLG (queixa)
Queixa protocolada em 22/10/2026 no Distrito do Alasca. O §42 diz: ‘Para proteger contra esse perigo, é vital que os réus não certifiquem qualquer resultado eleitoral que possa ser impactado pela confusão de eleitores.’ Define como impactado o resultado em que o senador Sullivan perde e, se os votos de Daniel J. Sullivan tivessem ido para Sullivan e o voto por ranking fosse apurado de acordo, Sullivan teria vencido. O pedido declara que certificar tal resultado violaria o NVRA e pede ordem para que os réus não o certifiquem até investigação sobre a destinação dos votos de Daniel J. Sullivan.
