Departamento de Justiça processa Alasca para barrar certificação ao Senado
Nos Estados Unidos, o Departamento de Justiça processou o Alasca para impedir a certificação de resultados da eleição ao Senado que possam ser afetados por confusão de eleitores.
Pontos principais
- O Departamento de Justiça pede à Justiça federal do Alasca que declare ilegal certificar resultados que possam ser afetados por confusão de eleitores.
- Segundo o Departamento de Justiça, o resultado é afetado se o senador Dan Sullivan perder e teria vencido se os votos de Daniel J. Sullivan fossem dados a ele.
- A diretora da Divisão de Eleições do Alasca, Carol Beecher, desqualificou a candidatura em 15 de junho, por não ter sido apresentada de boa-fé.
- A Justiça estadual reverteu a desqualificação, e a Suprema Corte do Alasca confirmou a decisão de forma sumária, com a fundamentação completa ainda pendente.
- A Divisão de Eleições observou que Daniel J. Sullivan pediu a cédula como 'Dan Sullivan' e, segundo seus registros, só se filiou ao Partido Republicano dois dias antes de se candidatar.
- Na primária de 28 de agosto, Peltola teve 49,5%, Dan Sullivan 41,4% e Daniel J. Sullivan 2,5%, segundo o Departamento de Justiça.
- O Departamento de Justiça não pede a retirada de Daniel J. Sullivan da cédula nem a anulação da eleição.
O presidente Donald Trump afirmou ter orientado o Departamento de Justiça a barrar a certificação da eleição ao Senado no Alasca. A ação, protocolada em 22 de outubro, pede que a certificação seja suspensa até que se apure se votos dados a Daniel J. Sullivan eram destinados ao senador Dan Sullivan.
O Departamento de Justiça afirma que a candidatura de Daniel J. Sullivan visa beneficiar a democrata Mary Peltola. A Divisão de Eleições havia desqualificado a candidatura, mas a Justiça estadual reverteu a decisão.
