Departamento de Justiça dos EUA intensifica ações antes das midterms
Administração Trump amplia investigações e processos judiciais contra adversários políticos e processos eleitorais às vésperas das eleições de meio de mandato.
Pontos principais
- Governo tenta bloquear certificação de resultados no Alasca e questiona votos na Califórnia.
- Investigações federais miram a governadora do Fed, Lisa Cook, e a deputada Ilhan Omar.
- Dois ex-funcionários do FBI foram acusados de mentir ao Congresso sobre o caso Hunter Biden.
- Procurador-geral Todd Blanche nega motivação política e afirma lealdade ao presidente Trump.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos intensificou uma série de ações judiciais, buscas e indiciamentos a poucos dias das eleições de meio de mandato. Entre as medidas, o governo tenta impedir a certificação de resultados eleitorais no Alasca e processou a Califórnia para excluir votos de supostos não cidadãos. Paralelamente, figuras políticas e institucionais, incluindo a deputada Ilhan Omar e a governadora do Federal Reserve, Lisa Cook, tornaram-se alvos de investigações federais por suspeitas de fraude.
Críticos apontam que as movimentações desafiam a independência tradicional do Departamento de Justiça, sugerindo uma instrumentalização do órgão contra adversários da administração Trump. Em resposta, o procurador-geral Todd Blanche negou qualquer viés de vingança política nas operações. Blanche reforçou que o Departamento de Justiça atua sob a orientação do presidente Trump, mantendo o foco na aplicação da lei conforme as prioridades estabelecidas pelo atual governo.
