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Braskem detalha proposta para reestruturar dívida de US$ 11 bilhões

A petroquímica brasileira Braskem divulgou as propostas trocadas com investidores para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões em dívidas; segundo a companhia, nenhuma foi aceita e o prazo para um acordo foi prorrogado para 30 de outubro.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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24/10 às 20:01, atualizado 23:31

Pontos principais

  • A Braskem propõe converter US$ 2,8 bilhões da dívida em capital no fechamento, correspondentes a 29% dos créditos que aderirem.
  • Na proposta da Braskem, até US$ 6,8 bilhões (71% dos créditos) viram dívida garantida, com juros 125 pontos-base acima da taxa média atual e opção de capitalizar juros por três anos (PIK).
  • A Braskem oferece aumento de capital de US$ 2,25 bilhões com desconto de 20% sobre o preço de mercado; US$ 1,2 bilhão terá garantia de subscrição, paga 50% no fechamento e 50% em 12 meses.
  • Os investidores propõem converter US$ 1,85 bilhão em capital a R$ 2,00 por ação, e um aumento de capital de US$ 2,25 bilhões com garantia de US$ 1,85 bilhão paga no fechamento, a R$ 1,60 por ação.
  • Em junho de 2029, a Braskem propõe aporte de até US$ 0,5 bilhão e conversão de US$ 0,5 a 1,0 bilhão, se necessário para atingir alavancagem líquida de 4,0x sem contar cartas de crédito; os investidores propõem conversão de até US$ 450 milhões no mesmo prazo.
  • Pela proposta dos investidores, a dívida garantida remanescente seria de cerca de US$ 7,3 bilhões, com juros subindo de cerca de 6,8% para 8,5% ao ano.
  • A linha de crédito comercial de US$ 470 milhões seria mantida nas condições atuais por três anos na proposta da Braskem; a dos investidores ainda não define seu tratamento.

A Braskem S.A. e cinco subsidiárias protocolaram um pedido de recuperação extrajudicial em 24 de agosto de 2026. Segundo a Braskem, até a proposta de 23 de outubro, credores que representam 40,3% da dívida financeira sujeita ao plano haviam aderido a ele.

As propostas são divulgadas porque a Braskem se comprometeu, nos acordos de confidencialidade firmados em setembro, a torná-las públicas após o fim do sigilo. Os pontos de divergência incluem as garantias: a Braskem oferece ativos e ações das operações nos Estados Unidos, enquanto os investidores pedem primeira garantia sobre as operações nos Estados Unidos, na Europa e no Brasil, além de ações da BAKIDE. A varredura de caixa também difere: a Braskem propõe varredura anual de todo o caixa acima de US$ 2 bilhões, e os investidores, acima de US$ 1 bilhão.

Nas projeções compartilhadas com os investidores, a Braskem apresenta cenários para preços, volumes, custos e indicadores financeiros até 2035. A companhia afirma que essas projeções não são guidance.

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