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Braskem entra com pedido de recuperação extrajudicial para dívida de US$ 11 bi

A petroquímica busca reestruturar R$ 54 bilhões em passivos, garantindo 90 dias para negociar com credores e evitar a recuperação judicial imediata.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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26/08 às 07:15, atualizado 16:32

Pontos principais

  • A Braskem protocolou pedido de recuperação extrajudicial na Justiça de São Paulo para renegociar cerca de R$ 54 bilhões em dívidas.
  • O plano conta com o apoio inicial de detentores de R$ 22,4 bilhões em dívidas, o que representa 39,6% do total do passivo.
  • Credores internacionais, incluindo Elliott Investment Management e Contrarian Capital Management, lideram o suporte ao processo.
  • A medida concede à companhia um prazo de 90 dias para finalizar as negociações e obter a aprovação definitiva do plano.
  • Instituições financeiras como Itaú Unibanco, Banco Safra e Pentágono DTVM ainda não aderiram ao acordo proposto.
  • A reestruturação prevê um futuro aporte de capital por parte dos acionistas Petrobras e IG4 Capital Group.
  • A Abiquim alertou que o movimento reflete desafios estruturais do setor químico, como custos elevados e concorrência internacional.

A Braskem iniciou um processo de recuperação extrajudicial para reestruturar uma dívida estimada em US$ 11 bilhões, equivalente a R$ 54 bilhões. A estratégia permite que a petroquímica mantenha suas operações sob a gestão atual enquanto negocia novos prazos e condições com seus credores. O movimento foi visto como uma alternativa para evitar um pedido de recuperação judicial imediato, garantindo à empresa um fôlego de 90 dias para consolidar um plano de reequilíbrio financeiro que seja aceito pela maioria dos detentores de títulos.

O suporte ao plano é liderado por investidores estrangeiros, que detêm uma parcela significativa dos títulos da dívida. Contudo, o cenário ainda apresenta impasses, com instituições financeiras locais, como Itaú e Safra, mantendo-se fora do acordo inicial. Além da pressão financeira, a companhia lida com os impactos operacionais decorrentes do caso de Maceió e a necessidade de definir os termos de um aporte de capital por parte de seus acionistas, Petrobras e IG4 Capital Group. A Abiquim destacou que o caso evidencia a fragilidade da competitividade da indústria química nacional frente aos custos elevados e à pressão de mercado.

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