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Trump acusa China de interferência nas eleições de 2020

O presidente Donald Trump alegou interferência chinesa no pleito de 2020 e defende o 'SAVE America Act' para endurecer regras eleitorais.

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Foto: G1 Mundo
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16/07 às 22:31 · atualizado 17/07 às 07:15

Pontos principais

  • Donald Trump afirmou que a China obteve dados de 220 milhões de eleitores americanos para influenciar o pleito de 2020.
  • O presidente baseou suas declarações em documentos disponibilizados no site oficial da Casa Branca.
  • Trump defende a aprovação do 'SAVE America Act', que exige identificação com foto e prova de cidadania para votar.
  • O governo chinês refutou as acusações, classificando-as como infundadas e politicamente motivadas.
  • Trump solicitou ao diretor do FBI, Kash Patel, que inicie uma investigação formal sobre o caso.
  • As alegações contradizem relatórios anteriores de agências de inteligência que não encontraram evidências de manipulação.
  • O presidente ameaçou revogar licenças de emissoras que não transmitiram seu pronunciamento ao vivo.

O presidente Donald Trump reiterou alegações de que a China teria interferido nas eleições presidenciais de 2020, citando documentos recém-publicados pela Casa Branca. Em um pronunciamento recente, o mandatário sustentou que Pequim teria acessado dados de milhões de eleitores para manipular o resultado do pleito. Como desdobramento, Trump solicitou ao diretor do FBI, Kash Patel, a abertura de uma investigação oficial para apurar as supostas vulnerabilidades técnicas. Paralelamente, o governo russo rejeitou formalmente acusações de interferência em processos eleitorais americanos, mantendo a postura de negar qualquer envolvimento externo nas dinâmicas políticas dos EUA.

No âmbito legislativo, o presidente aproveitou o discurso para pressionar pela aprovação do 'SAVE America Act'. O projeto de lei propõe medidas mais rigorosas para o exercício do voto, incluindo a exigência obrigatória de identificação com foto e prova de cidadania. A proposta é alvo de críticas por parte de parlamentares democratas, que a classificam como uma medida restritiva ao direito ao voto. Durante o evento, Trump também criticou a cobertura da imprensa, ameaçando revogar as licenças de transmissão de emissoras como ABC e NBC por não terem exibido seu pronunciamento em horário nobre.

As declarações foram prontamente rebatidas pelo Ministério das Relações Exteriores da China, que classificou as acusações como infundadas e sem base factual. Além disso, autoridades eleitorais e especialistas em segurança digital reforçaram que auditorias anteriores não encontraram evidências de manipulação que pudessem alterar o resultado de 2020. Analistas políticos observam que a insistência nessas alegações serve como uma estratégia para consolidar a base eleitoral e questionar a segurança do sistema antes das eleições de meio de mandato de 2026, desviando o debate público de questões econômicas, como a inflação.

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