Rússia impõe sanções a empresas europeias e poupa companhias dos EUA
O governo russo confiscou ativos de empresas europeias em retaliação ao apoio à Ucrânia, enquanto sinaliza abertura comercial com os Estados Unidos.
Pontos principais
- Vinte empresas estrangeiras, majoritariamente europeias, foram colocadas sob administração temporária russa desde janeiro de 2025.
- O Kremlin justificou as medidas como resposta ao apoio direto da Europa à Ucrânia no conflito.
- Empresas norte-americanas foram poupadas das sanções devido aos esforços diplomáticos de Donald Trump.
- O presidente dos EUA assinou um decreto no último sábado suspendendo tarifas e sanções contra produtos russos.
- A Comissão Europeia classificou as ações de Moscou como expropriação forçada e retaliação econômica.
O governo da Rússia intensificou a pressão sobre empresas europeias ao colocar 20 companhias estrangeiras sob administração temporária desde o início de 2025. Moscou justificou a medida como uma resposta direta ao apoio dessas nações à Ucrânia, classificando o envolvimento europeu como hostil. Em contrapartida, empresas dos Estados Unidos foram poupadas, refletindo uma mudança na dinâmica diplomática entre o Kremlin e a administração de Donald Trump.
O movimento ocorre em meio a negociações para o restabelecimento de laços econômicos, marcadas por um encontro entre o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e Vladimir Putin. Como parte desse processo, Trump assinou um decreto no último sábado que suspende sanções e tarifas sobre produtos russos. Enquanto Washington busca caminhos para a paz, a Comissão Europeia condenou as apreensões de ativos, descrevendo a postura russa como uma forma de expropriação forçada e retaliação econômica contra o bloco.
