Mercado financeiro reage a empate técnico em pesquisa eleitoral
Taxas de juros e Ibovespa oscilam com a divulgação de nova pesquisa Quaest e a proximidade do segundo turno das eleições presidenciais.
Pontos principais
- Pesquisa Quaest aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro (45%) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (44%).
- Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em queda de 0,86%, aos 206.495 pontos.
- Dólar avançou 0,18%, sendo cotado a R$ 5,0279 ao final do dia.
- Taxas dos DIs recuaram, acompanhando o movimento de queda dos rendimentos dos Treasuries no exterior.
- Títulos do Tesouro Direto apresentaram movimentos mistos, com alta nos papéis atrelados à inflação.
- Investidores mantêm cautela diante da incerteza sobre o resultado do pleito marcado para o próximo domingo.
- Mercado precifica alta probabilidade de corte de 25 pontos-base na Selic na reunião de novembro do Copom.
O mercado financeiro brasileiro apresentou volatilidade nesta quarta-feira, refletindo a cautela dos investidores diante da proximidade do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para o próximo domingo. A divulgação da nova pesquisa Quaest, que indicou um empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi o principal catalisador das movimentações nos ativos locais. Analistas apontam que a ausência de um favoritismo claro reforçou a incerteza, levando a ajustes nas carteiras e a uma busca por proteção por parte dos agentes econômicos.
No cenário de renda fixa, as taxas dos DIs registraram recuo, movimento que foi parcialmente influenciado pela queda dos rendimentos dos Treasuries no mercado externo. Enquanto os títulos prefixados do Tesouro Direto apresentaram leve queda, os papéis atrelados à inflação registraram alta, refletindo a expectativa de investidores sobre o futuro do ajuste fiscal. Paralelamente, o Ibovespa encerrou o dia em queda de 0,86%, pressionado também por balanços corporativos, enquanto o dólar fechou cotado a R$ 5,02. A expectativa do mercado agora se volta para os últimos dias de campanha e para a próxima reunião do Copom, onde se projeta um corte de 25 pontos-base na taxa Selic.
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