Juros futuros sobem com incerteza eleitoral e alta do petróleo
A proximidade do segundo turno presidencial e a pressão inflacionária do petróleo elevaram as taxas de juros futuros e a volatilidade no mercado brasileiro.
Pontos principais
- Taxas de juros futuros de médio e longo prazo avançaram em meio à indefinição eleitoral.
- O índice VIX Brasil atingiu recorde histórico de 45,27 pontos, refletindo a cautela do mercado.
- Pesquisas eleitorais indicam empate técnico entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- O dólar fechou em alta, cotado a R$ 5,0394, pressionado pela aversão ao risco global.
- O petróleo Brent subiu 4%, alcançando US$ 113,17 após tensões geopolíticas entre Houthis e Arábia Saudita.
- O Ibovespa recuou 1,15%, influenciado pela busca de proteção dos investidores em ativos dolarizados.
As taxas de juros futuros no Brasil registraram alta nesta quinta-feira, impulsionadas pela acirrada disputa presidencial e pelo cenário de incerteza econômica a três dias do segundo turno. O mercado reagiu negativamente à indefinição nas pesquisas eleitorais, que apontam empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, elevando a percepção de risco entre os investidores.
Além do fator político, a pressão inflacionária global, agravada pela escalada nos preços do petróleo, contribuiu para o movimento de alta na curva de juros. O contrato do petróleo Brent subiu 4%, atingindo US$ 113,17, em um contexto de tensões geopolíticas no Oriente Médio. Esse cenário, somado à aversão ao risco no exterior, pressionou o dólar, que encerrou o dia cotado a R$ 5,0394, enquanto o Ibovespa recuou 1,15%.
A volatilidade atingiu patamares inéditos, com o S&P VIX Brasil renovando seu recorde histórico ao alcançar 45,27 pontos. Analistas apontam que a busca por proteção no mercado de derivativos e a preferência pela compra de dólares refletem a cautela dos agentes financeiros diante da proximidade do pleito. A expectativa agora se volta para a divulgação de novos levantamentos de intenção de voto, que devem ditar o ritmo dos negócios nos próximos pregões.
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