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AGU usa Lei Antifacção pela primeira vez para confiscar R$ 190,3 milhões

A Advocacia-Geral da União ajuizou quatro ações civis para confiscar bens de integrantes do PCC e do Comando Vermelho sem exigir condenação prévia.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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20/10 às 21:00, atualizado 22:31

Pontos principais

  • A AGU ajuizou quatro ações civis visando o confisco de R$ 190,3 milhões em bens de 87 suspeitos.
  • Esta é a primeira aplicação da Lei Antifacção, em vigor desde março de 2026, que permite o perdimento civil de bens ilícitos.
  • As ações focam em esquemas de contrabando de cigarros, agrotóxicos e tráfico internacional de cocaína.
  • Os recursos recuperados serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública ou fundos estaduais.
  • A estratégia visa descapitalizar facções criminosas para impedir o financiamento de novas operações ilícitas.

A Advocacia-Geral da União (AGU) ajuizou quatro ações civis com o objetivo de confiscar R$ 190,3 milhões em bens de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho. A iniciativa marca a primeira aplicação prática da Lei Antifacção, sancionada em março de 2026, que permite o perdimento civil de patrimônio de origem ilícita antes mesmo de uma condenação criminal definitiva dos réus. O processo contou com a colaboração do Ministério da Justiça, da Receita Federal, da Controladoria-Geral da União e do Conselho Nacional de Justiça para identificar bens incompatíveis com a renda dos investigados.

As ações foram protocoladas na Justiça Federal do Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul, abrangendo 87 réus. Três dos processos, que somam R$ 82 milhões, concentram-se em esquemas de contrabando de cigarros e agrotóxicos. A quarta ação busca recuperar R$ 108,2 milhões relacionados à Operação Hinterland, que investiga o tráfico internacional de cocaína para a Europa e crimes de lavagem de dinheiro. Segundo a AGU, a medida busca descapitalizar as organizações criminosas para dificultar o financiamento de novas atividades ilícitas e a corrupção de agentes públicos, destinando os valores recuperados ao Fundo Nacional de Segurança Pública.

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