O Projeto de Lei (PL) Antifacção é uma proposta legislativa brasileira que visa combater crimes de fraude e fortalecer a segurança jurídica e econômica do país. Aprovado na Câmara dos Deputados em novembro de 2023, o PL estabelece regras mais rigorosas para a prevenção e punição de atividades fraudulentas, criando um novo marco nacional contra o crime organizado. Atualmente, o projeto está em análise no Senado Federal, onde o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) atua como relator, buscando aprimoramentos no texto antes da votação. O PL busca conciliar demandas da União, estados e municípios, e é visto como uma resposta institucional ao aumento da influência territorial de grupos criminosos.
Aprovado em 24 de fevereiro de 2026 na Câmara dos Deputados, o PL 5.582/2025 segue agora para sanção presidencial e deve virar lei em poucos dias.
O PL Antifacção (oficialmente PL 5.582/2025) é o maior endurecimento legislativo contra o crime organizado no Brasil desde a Lei das Organizações Criminosas de 2013. Enviado pelo Poder Executivo em novembro de 2025, o projeto cria o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado — batizado de Lei Raul Jungmann em homenagem ao ex-ministro da Justiça falecido em janeiro de 2026.
A lei tipifica dois novos crimes autônomos (“domínio social estruturado” e “favorecimento”), multiplica penas de crimes cometidos por facções e milícias, endurece drasticamente o regime prisional de líderes, permite apreensão prévia de bens e facilita a intervenção judicial em empresas controladas pelo crime.
A versão final aprovada ontem rejeita a maioria das alterações do Senado e retoma quase integralmente o texto mais duro que a própria Câmara havia aprovado em novembro de 2025. O resultado é uma lei com penas de até 40 anos (ou mais com agravantes), crimes hediondos e sufocamento financeiro das facções.
Aqui está o que efetivamente muda na legislação brasileira: