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Flávio Bolsonaro faz mea culpa sobre saúde em debate com Lula

No debate do segundo turno da eleição presidencial brasileira, Flávio Bolsonaro admitiu que a saúde não teve o melhor resultado no governo de seu pai e prometeu um prontuário eletrônico único para o SUS.

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Foto: BBC Brasil
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18/10 às 23:15, atualizado 19/10 às 01:01

Pontos principais

  • Flávio afirmou que “a saúde não foi uma área que a gente teve o melhor resultado” no governo de Jair Bolsonaro e fez mea culpa sobre o tema.
  • Ele descreveu a pandemia como “uma coisa nova que ninguém sabia direito como enfrentar” e disse que Bolsonaro “deu o seu melhor”.
  • Flávio disse que a compra de vacinas foi feita pelo presidente Bolsonaro e que Lula também se vacinou.
  • Como proposta, Flávio citou um prontuário eletrônico único, ligado ao CPF e integrado às redes municipal, estadual, federal e privada, com telemedicina e inteligência artificial.
  • Flávio afirmou ter convidado para ministro da Saúde um ex-presidente do Hospital Albert Einstein, para levar “padrão Einstein” ao SUS.
  • Lula citou 716 mil mortes na pandemia e disse que metade poderia ter sido evitada se o governo tivesse ouvido a ciência.
  • Lula disse que não se devia tomar cloroquina e que não podia faltar vacina nem oxigênio.
  • Lula afirmou que o governo trabalha para fazer diagnóstico e iniciar tratamento de câncer em 30 dias.
  • Lula disse que o Mais Médicos tem hoje entre 27 mil e 28 mil médicos.
  • Lula disse que o governo recupera seis hospitais federais no Rio de Janeiro, em parceria com a iniciativa privada e a prefeitura.

A Band perguntou, no debate do segundo turno da eleição presidencial brasileira, como ampliar o atendimento do SUS e de onde viria o dinheiro. A pergunta lembrou que o país gasta 4% do PIB com o sistema, enquanto a Organização Pan-Americana de Saúde considera 6% o mínimo necessário.

Na resposta à Band, Flávio Bolsonaro apresentou propostas de gestão e tecnologia e não indicou fontes de financiamento para o SUS. Em pergunta feita a Flávio, Lula disse que o governo anterior devia ter ouvido a ciência e os médicos, e criticou o uso da cloroquina.

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