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Aliança entre Cuba e Venezuela enfraquece após captura de Maduro

Nove meses após a captura de Nicolás Maduro pelos EUA, a relação estratégica entre Cuba e Venezuela apresenta sinais claros de deterioração.

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Foto: G1 Mundo
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17/10 às 19:30, atualizado 21:31

Pontos principais

  • Cuba não foi mencionada no discurso da Venezuela na Assembleia Geral da ONU pela primeira vez em 20 anos.
  • O governo cubano passou a classificar a Venezuela apenas como país amigo, evitando o termo aliado.
  • A captura de Maduro em janeiro de 2026 resultou na morte de 32 cubanos, incluindo oficiais militares.
  • Os Estados Unidos suspenderam o envio de petróleo venezuelano para Cuba após assumirem o controle das vendas.
  • Agentes de segurança cubanos estão sendo retirados da Venezuela, embora missões médicas permaneçam ativas.

A aliança histórica entre Cuba e Venezuela atravessa um período de distanciamento acentuado nove meses após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. O sinal mais evidente da mudança diplomática ocorreu na Assembleia Geral da ONU, onde a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, omitiu qualquer menção a Cuba, rompendo uma tradição de duas décadas. Em resposta, o vice-ministro das Relações Exteriores cubano, Carlos Fernández de Cossío, rebaixou o status da relação, afirmando que a Venezuela é apenas um país amigo e que o termo aliado seria forte demais para o cenário atual.

O impacto da captura de Maduro em janeiro de 2026 foi profundo, resultando na morte de 32 cubanos, incluindo oficiais das Forças Armadas. Desde então, os Estados Unidos assumiram o controle das exportações de petróleo venezuelano, suspendendo o fornecimento subsidiado para a ilha. Embora missões médicas cubanas ainda operem em 22 estados venezuelanos, relatos confirmam a retirada gradual de agentes de inteligência e segurança que atuavam em órgãos estratégicos como a Dgcim.

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