Queda na criminalidade em Caracas é atribuída a métodos repressivos
Especialistas e ONU apontam que a redução de crimes na capital venezuelana ocorre por meio de execuções extrajudiciais e repressão estatal.
Pontos principais
- Caracas registrou queda nas taxas de homicídios e sequestros, segundo dados oficiais.
- Investigadores da ONU denunciam execuções de jovens pobres por esquadrões policiais.
- A migração em massa e a dolarização da economia também impactaram a segurança pública.
- O governo venezuelano anunciou sua retirada do Tribunal Penal Internacional em julho.
- Criminologistas questionam a veracidade dos dados oficiais devido à falta de transparência.
A capital da Venezuela, Caracas, apresenta uma queda expressiva nos índices de criminalidade, como homicídios e sequestros, nos últimos anos. Contudo, relatórios de investigadores da ONU indicam que essa aparente segurança é sustentada por métodos brutais, incluindo execuções extrajudiciais realizadas por esquadrões policiais contra jovens de comunidades pobres. O governo local alega que a taxa de homicídios atingiu 3 mortes por 100 mil habitantes em 2025, embora especialistas contestem a precisão desses números devido à ausência de transparência oficial.
Além da repressão estatal, fatores como a intensa migração de cidadãos e a dolarização da economia local influenciaram a dinâmica da violência urbana. Em um movimento de isolamento jurídico, a Venezuela oficializou sua retirada do Tribunal Penal Internacional em julho, decisão que recebeu apoio do governo de Donald Trump. O cenário reflete um modelo de controle autoritário que altera a rotina da cidade sob o custo de graves violações aos direitos humanos.
