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Abstenção pode subir no segundo turno das eleições de 2026

Especialistas alertam que a ausência de disputas estaduais em diversas regiões pode elevar o índice de abstenção no segundo turno presidencial em 25 de outubro.

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Foto: Times Brasil
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17/10 às 07:15, atualizado 12:01

Pontos principais

  • O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 está marcado para o dia 25 de outubro.
  • O cientista político Bruno Soller aponta que a falta de pleitos estaduais pode reduzir o interesse do eleitorado.
  • No primeiro turno, o Brasil registrou 33,4 milhões de ausentes, o maior índice desde 1998.
  • A taxa de abstenção no primeiro turno atingiu 21,08% do eleitorado total.
  • Monitoramentos da Real Time Big Data indicam que a fidelidade de voto entre os eleitores de Lula e Flávio Bolsonaro permanece alta, entre 94% e 95%.
  • Dez institutos de pesquisa devem divulgar novos levantamentos de intenção de voto entre os dias 17 e 21 de outubro.

A reta final do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, marcado para o dia 25 de outubro, traz um alerta sobre o comportamento do eleitorado. O cientista político Bruno Soller, sócio da Real Time Big Data, avalia que a abstenção pode registrar um aumento significativo nesta etapa do pleito. Segundo o especialista, a ausência de disputas estaduais em diversas regiões do país tende a reduzir o engajamento de parte dos cidadãos, que podem se sentir menos motivados a comparecer às urnas apenas para votar no cargo de presidente.

O cenário preocupa devido ao histórico recente, já que o primeiro turno das eleições de 2026 registrou 33,4 milhões de ausentes, representando 21,08% do eleitorado, o maior índice desde 1998. Apesar do risco de abstenção, os dados internos da Real Time Big Data sugerem que a base de eleitores dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro mantém alta fidelidade, com uma intenção de manutenção de voto entre 94% e 95%. Enquanto isso, dez institutos de pesquisa preparam a divulgação de novos levantamentos entre os dias 17 e 21 de outubro para medir a temperatura da disputa, que segue acirrada segundo as sondagens mais recentes do Ipespe e do Instituto Veritá.

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