Senegal registra mais de 320 prisões de pessoas LGBTQ+ desde fevereiro
Relatório aponta repressão crescente contra a comunidade LGBTQ+ no Senegal, com centenas de detenções e violações de direitos humanos.
Pontos principais
- Mais de 320 pessoas foram detidas no Senegal sob acusação de atos contra a natureza.
- Pelo menos 84 detidos enfrentam acusações de transmissão voluntária de HIV baseadas apenas no status sorológico.
- Relatos indicam a realização de testes forçados de HIV e restrições ao acesso à defesa jurídica.
- Os dados foram compilados pela HIV Justice Network e pela Human Rights Watch.
Um relatório recente aponta uma escalada na repressão contra a comunidade LGBTQ+ no Senegal, resultando na prisão de pelo menos 320 pessoas desde fevereiro. As autoridades locais têm utilizado acusações de atos contra a natureza para justificar as detenções, em um cenário onde muitos indivíduos foram forçados a se esconder para evitar a perseguição estatal.
Além das prisões, a organização Human Rights Watch e a HIV Justice Network denunciaram graves violações, incluindo a realização de testes forçados de HIV e a negação de assistência jurídica adequada. Entre os detidos, 84 pessoas foram acusadas de transmissão voluntária do vírus, uma medida que, segundo os grupos de direitos humanos, baseia-se exclusivamente no status sorológico dos indivíduos e ignora os devidos processos legais.
