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Navi Pillay classifica sanções dos EUA ao TPI como inaceitáveis

A vencedora do Nobel da Paz, Navi Pillay, criticou as sanções dos EUA ao TPI, que bloqueiam bens e restringem transações com a corte internacional.

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Foto: Folha de São Paulo - Mundo
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10/10 às 12:45 · atualizado 17:45

Pontos principais

  • Navi Pillay, ex-juíza do TPI e vencedora do Nobel da Paz de 2026, classificou as sanções como inaceitáveis e um ataque ao Estado de Direito.
  • O Departamento de Estado designou o TPI em 9 de outubro de 2026, bloqueando seus bens nos EUA e proibindo transações sem licença do OFAC.
  • O Tesouro dos EUA emitiu quatro licenças gerais, incluindo uma de 180 dias para a manutenção das operações do tribunal.
  • O governo de Donald Trump justifica as medidas como defesa da soberania, citando investigações sobre soldados americanos e autoridades israelenses.
  • O Secretário de Estado, Marco Rubio, defendeu a medida como necessária para proteger a soberania nacional contra a jurisdição do tribunal.
  • O Secretário-Geral da ONU e países como Reino Unido, França, Alemanha e Japão manifestaram discordância com a decisão americana.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos designou o Tribunal Penal Internacional (TPI) em 9 de outubro de 2026, com base na Ordem Executiva 14203. A medida bloqueia bens e interesses do tribunal sob controle de pessoas dos EUA e proíbe transações, salvo sob licenças emitidas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC). O Departamento do Tesouro autorizou quatro licenças gerais, incluindo uma de 180 dias para a manutenção das operações, visando permitir que Estados Partes busquem soluções diplomáticas para as preocupações americanas.

A decisão gerou críticas internacionais, incluindo a da vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026, Navi Pillay, que classificou as sanções como inaceitáveis e um ataque ao Estado de Direito. O governo de Donald Trump sustenta que as medidas são necessárias para proteger a soberania dos EUA, com o Secretário de Estado, Marco Rubio, reforçando a posição contra investigações envolvendo soldados americanos no Afeganistão e autoridades israelenses. Em resposta, o TPI afirmou que as sanções ameaçam a ordem jurídica internacional, posicionamento acompanhado pelo Secretário-Geral da ONU, António Guterres, e por nações como Reino Unido, França, Alemanha e Japão.

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