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Governo Trump impõe sanções ao Tribunal Penal Internacional

Medida proíbe transações com a corte de Haia e ocorre após a ex-juíza Navi Pillay ser anunciada como vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026.

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Foto: G1 Mundo
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09/10 às 12:45 · atualizado 14:03

Pontos principais

  • O governo dos Estados Unidos designou o Tribunal Penal Internacional (TPI) para sanções sob a ordem executiva 14203.
  • A decisão bloqueia bens e interesses do tribunal sob jurisdição americana e proíbe transações com a instituição.
  • O secretário de Estado, Marco Rubio, justificou a medida afirmando que os EUA não permitirão que o TPI julgue cidadãos americanos.
  • O anúncio foi feito na sexta-feira (9), poucas horas após a ex-juíza do TPI, Navi Pillay, receber o Prêmio Nobel da Paz de 2026.
  • O Departamento do Tesouro dos EUA emitiu uma licença geral com prazo de 180 dias para a manutenção das operações da corte.
  • Autoridades da ONU e chanceleres de países como Alemanha, França e Reino Unido classificaram a decisão como inaceitável.
  • A vice-promotora do TPI, Nazhat Shameem Khan, afirmou que a instituição continuará seus trabalhos apesar das restrições.

O governo do presidente Donald Trump anunciou, nesta sexta-feira (9), a imposição de sanções contra o Tribunal Penal Internacional (TPI). A medida, formalizada pelo Departamento de Estado com base na ordem executiva 14203, bloqueia todos os bens e interesses da corte que estejam sob controle de pessoas ou jurisdição dos Estados Unidos. O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que a decisão visa impedir que o tribunal exerça jurisdição sobre cidadãos norte-americanos, uma posição que o governo mantém em oposição a investigações que também envolvem aliados como Israel.

A decisão foi comunicada poucas horas após a jurista sul-africana Navi Pillay, ex-juíza do TPI, ser anunciada como a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026. Em resposta, o Departamento do Tesouro dos EUA emitiu uma licença geral que estabelece um período de 180 dias para a transição e manutenção das operações da corte, permitindo que a instituição encerre pendências financeiras antes do bloqueio total. A vice-promotora do TPI, Nazhat Shameem Khan, criticou a iniciativa, classificando-a como uma tentativa de minar o Estado de Direito internacional, enquanto líderes da ONU e chanceleres de diversos países europeus manifestaram preocupação com o impacto da medida na justiça global.

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