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Campanha de Flávio Bolsonaro nega vínculo com esquema de criptomoedas

Grupo Hypers Kids Africa promete devolver tokens recebidos por vídeo pró-Flávio Bolsonaro após críticas sobre possível ilegalidade eleitoral na distribuição de criptomoedas.

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Foto: G1 Política
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08/10 às 13:15 · atualizado 21:02

Pontos principais

  • O grupo Hypers Kids Africa anunciou a devolução de 120 milhões de tokens $B22 recebidos por publicar vídeo de apoio a Flávio Bolsonaro.
  • A campanha de Flávio Bolsonaro negou qualquer relação com o projeto e afirmou que tomará medidas judiciais para derrubar o site da iniciativa.
  • O site Brasil 22 Token (B22) oferece criptomoedas a usuários que compartilham conteúdos favoráveis à candidatura do político.
  • A Coligação Brasil Pronto pra Mais denunciou o caso à Procuradoria-Geral Eleitoral por suspeita de crime eleitoral.
  • Especialistas em direito eleitoral alertam que a remuneração por engajamento político pode configurar abuso de poder econômico.
  • O projeto B22, na rede Solana, afirma que a distribuição de tokens é independente de preferência eleitoral dos usuários.
  • A campanha de Lula protocolou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) contra o candidato do PL.

A campanha de Flávio Bolsonaro negou qualquer vínculo com o projeto Brasil 22 Token (B22), que distribui criptomoedas para usuários que compartilham conteúdos de apoio à sua candidatura. Após a repercussão negativa e denúncias de possível ilegalidade eleitoral, o grupo Hypers Kids Africa, que participou da divulgação, prometeu devolver os 120 milhões de tokens $B22 recebidos. A equipe do candidato afirmou que buscará medidas judiciais para retirar o site do ar, classificando a iniciativa como não autorizada.

Especialistas em direito eleitoral apontam que o modelo de remuneração por propaganda política pode violar a legislação brasileira, que proíbe a oferta de vantagem econômica em troca de engajamento eleitoral. A Coligação Brasil Pronto pra Mais, que apoia a reeleição do presidente Lula, formalizou uma denúncia à Procuradoria-Geral Eleitoral e prepara uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije). O caso levanta debates sobre o uso indevido de meios de comunicação e o abuso de poder econômico no ambiente digital durante o pleito.

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