Bolsonaro nega autorização para carta lida por Flávio em live
Jair Bolsonaro informou ao STF que não autorizou a leitura de carta por seu filho, enquanto Flávio enfrenta investigação por suposta propaganda eleitoral antecipada.
Pontos principais
- Jair Bolsonaro declarou ao STF que a leitura de uma carta sua por Flávio Bolsonaro em live ocorreu sem seu conhecimento.
- A declaração contradiz o senador, que afirmou na transmissão ter sido designado como porta-voz do pai.
- O ministro Alexandre de Moraes suspendeu as visitas de Flávio ao ex-presidente por 90 dias devido ao episódio.
- O Ministério Público Eleitoral analisa se o uso da carta configura propaganda eleitoral antecipada, com multa prevista de R$ 25 mil.
- A representação contra o senador foi movida pela Federação Brasil da Esperança.
- A campanha de Flávio Bolsonaro planeja intensificar o uso de lives para engajar apoiadores e reagir a decisões judiciais.
- Flávio Bolsonaro tem utilizado o debate sobre o 'selo de acurácia' do TSE para questionar institutos de pesquisa.
O ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não autorizou seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, a ler uma carta de sua autoria durante uma transmissão ao vivo. A manifestação contradiz a versão apresentada pelo parlamentar, que, durante a live, afirmou ter sido designado pelo pai como seu porta-voz oficial. Em resposta ao episódio, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu por 90 dias o direito de visitas de Flávio ao ex-presidente, citando suspeitas de que o ato pudesse configurar propaganda eleitoral antecipada.
Paralelamente, o Ministério Público Eleitoral avalia uma representação movida pela Federação Brasil da Esperança contra o senador, que pode resultar em multa de até R$ 25 mil. Enquanto enfrenta o escrutínio judicial, a campanha de Flávio busca adotar uma estratégia de comunicação direta com a base bolsonarista, replicando o modelo de lives semanais utilizado por seu pai. O senador também tem aproveitado o cenário político para questionar a credibilidade de institutos de pesquisa, utilizando como argumento a proposta de um 'selo de acurácia' defendida pelo presidente do TSE, Nunes Marques.
Comentários
Carregando comentários...
