Pedro Sánchez reedita decretos de habitação após impasse legislativo
Após rejeição parlamentar e convocação de eleições, o premiê espanhol reapresenta decretos com 21 medidas para conter a crise habitacional no país.
Pontos principais
- O governo da Espanha editou dois novos decretos voltados à crise de moradia.
- As medidas incluem empréstimos sem juros de até 50 mil euros para a compra da primeira casa.
- Propostas anteriores foram rejeitadas pelo Parlamento na semana passada.
- O impasse legislativo motivou a antecipação das eleições gerais para 29 de novembro.
- Os novos textos propõem a regulamentação de aluguéis por temporada e tributação de imóveis turísticos.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou a reapresentação de dois decretos habitacionais ao Congresso após o plenário rejeitar medidas similares na semana anterior. O pacote contém 21 ações estratégicas, incluindo a oferta de empréstimos sem juros de até 50 mil euros para cidadãos que buscam adquirir a primeira casa própria. Além disso, o governo busca combater a especulação imobiliária por meio da regulamentação de aluguéis por temporada e da tributação de imóveis voltados ao turismo como atividades comerciais.
A manobra política ocorre em um cenário de instabilidade, visto que a recusa inicial do Parlamento forçou Sánchez a antecipar as eleições gerais para o dia 29 de novembro. Os novos decretos serão agora analisados por uma comissão especial, em uma tentativa do Executivo de apaziguar as crescentes pressões sociais e os protestos populares contra a crise de moradia que afeta o país.
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