Denúncias de assédio eleitoral crescem dez vezes em 2026
Dados do Ministério Público do Trabalho mostram salto nas queixas de coação eleitoral no ambiente de trabalho em comparação a 2022.
Pontos principais
- O Ministério Público do Trabalho registrou 809 denúncias de assédio eleitoral entre janeiro e setembro de 2026.
- O número representa um aumento de quase dez vezes em relação às 85 ocorrências registradas no mesmo período de 2022.
- São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro lideram o ranking nacional de casos notificados.
- O assédio eleitoral caracteriza-se pela coação, intimidação ou ameaça de trabalhadores para influenciar o voto ou apoio político.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) registrou um aumento expressivo nas denúncias de assédio eleitoral no Brasil ao longo de 2026. Entre janeiro e setembro, foram contabilizadas 809 queixas, um salto significativo frente às 85 registradas no mesmo período de 2022. Os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro concentram o maior volume de ocorrências, evidenciando um desafio crescente para a Justiça do Trabalho no monitoramento do ambiente corporativo.
Essas práticas envolvem atos de coação, intimidação ou ameaça direta contra trabalhadores para que estes direcionem seu voto ou apoio a determinados candidatos. O MPT e a Justiça do Trabalho reforçam que tais condutas são ilegais e que os órgãos estão preparados para investigar e proteger os funcionários contra abusos. A comparação com as eleições municipais de 2024, que somaram 527 denúncias até setembro, reforça a tendência de alta nas notificações sobre o tema.
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