Uso de óculos inteligentes na cabine de votação gera alerta no TSE
O TSE proíbe óculos inteligentes nas eleições de 2026 para garantir o sigilo do voto, embora o dispositivo não seja citado nominalmente nas regras.
Pontos principais
- Óculos inteligentes são proibidos por violarem o sigilo do voto, seguindo a mesma regra aplicada a celulares.
- Mesários devem solicitar que eleitores deixem os dispositivos fora da cabine de votação.
- Manuais de treinamento para as eleições de 2026 ainda não citam especificamente os óculos inteligentes.
- Em 2024, o uso de óculos com microcâmera para comprovar votos resultou na cassação de um vereador no Pará.
- Especialistas destacam a dificuldade de fiscalização devido à semelhança dos aparelhos com óculos comuns.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforçou que o uso de óculos inteligentes na cabine de votação é proibido, enquadrando-os nas restrições que visam preservar o sigilo do voto. Embora os manuais de treinamento para as eleições de 2026 não mencionem nominalmente o dispositivo, a orientação aos mesários é que solicitem a remoção de qualquer equipamento capaz de registrar imagens, tratando-os de forma análoga aos aparelhos celulares.
A medida busca evitar fraudes e a compra de votos, prática que já gerou consequências jurídicas graves, como a cassação de um vereador em Ourilândia do Norte, no Pará, em 2024. Especialistas em segurança eleitoral alertam, contudo, que a fiscalização será um desafio logístico, dado que a tecnologia de gravação está cada vez mais integrada ao design de óculos convencionais, dificultando a identificação visual rápida por parte dos mesários durante o pleito.
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