Especialistas da ONU alertam para risco de crise humanitária em Cuba
Relatório da ONU compara impacto de sanções dos EUA à situação em Gaza, citando risco de colapso no abastecimento de combustível e alimentos na ilha.
Pontos principais
- Especialistas em direitos humanos da ONU denunciaram o impacto das sanções americanas sobre o fornecimento de combustível em Cuba.
- O relatório descreve a situação como uma possível 'Gaza silenciosa', alertando para a privação de meios básicos de sobrevivência.
- A escassez de energia e combustível já causa apagões nacionais, paralisou o transporte público e afetou o calendário escolar cubano.
- O governo de Cuba, sob Miguel Díaz-Canel, classificou as medidas como 'genocídio político', enquanto os EUA atribuem a crise à gestão interna.
- A ONU solicitou uma intervenção urgente da comunidade internacional para evitar o agravamento da crise humanitária no país.
Especialistas em direitos humanos vinculados à Organização das Nações Unidas (ONU) emitiram um alerta sobre a gravidade da crise humanitária em Cuba, comparando o cenário atual a uma 'Gaza silenciosa'. Segundo os relatores, o bloqueio de combustível imposto pelos Estados Unidos, que perdura há mais de seis meses, tem comprometido severamente a capacidade de sobrevivência da população cubana, afetando o acesso a alimentos e serviços essenciais. A organização defende que recursos básicos não devem ser utilizados como ferramentas de pressão política e apela por uma intervenção internacional imediata para evitar um colapso total na ilha. O cenário de escassez tem gerado impactos diretos no cotidiano do país, resultando em apagões frequentes, paralisação do transporte público e interrupções no calendário escolar. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, criticou duramente a política externa do governo de Donald Trump, classificando as sanções como um 'genocídio político'. Em contrapartida, o governo dos Estados Unidos mantém sua posição, atribuindo a deterioração econômica de Cuba a falhas na gestão interna e à ausência de investimentos estruturais. A divergência entre as partes reflete a complexidade das relações bilaterais, enquanto a ONU enfatiza a urgência de medidas para mitigar o sofrimento dos civis diante da crise econômica severa que atinge o país.
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