Cuba condenou as novas sanções dos EUA, classificando-as como "ilegais" e "abusivas", e relatou que o bloqueio de petróleo tem causado escassez de combustível e apagões, ameaçando afastar empresas internacionais da ilha.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodriguez, condenou as novas sanções impostas pelos Estados Unidos à ilha, descrevendo-as como "medidas coercitivas unilaterais", "abusivas" e "ilegais". Segundo Rodriguez, as sanções, determinadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, por meio de uma ordem executiva, têm como objetivo a "punição coletiva contra o povo cubano" e violam a Carta das Nações Unidas. Ele utilizou a plataforma X para reiterar que os EUA não possuem o direito de impor tais medidas.
As novas e amplas sanções econômicas visam pessoas envolvidas em setores da economia cubana, incluindo energia, defesa e mineração. Elas se somam a um bloqueio de petróleo imposto pelos EUA, que tem resultado em apagões generalizados e escassez de combustível em Cuba, causando dificuldades significativas para a ilha. Há preocupação de que essas medidas possam afastar empresas internacionais de Cuba, representando um risco para as últimas fontes de sustento da economia cubana. A medida busca aumentar a pressão sobre Havana, seguindo a remoção de Nicolás Maduro da liderança da Venezuela.
Em suas declarações, Rodriguez também compartilhou imagens das celebrações do 1º de maio em Havana, onde uma grande procissão prometeu "defender a pátria" em frente à embaixada americana, indicando que Cuba não se deixará intimidar pelas ações americanas. A postura cubana reflete a contínua tensão nas relações bilaterais, com Havana interpretando as sanções como uma tentativa de pressionar a população e o governo da ilha, que está no poder há 67 anos.
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