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Ibovespa recua 0,86% e dólar sobe com aversão a risco global

O mercado financeiro brasileiro fechou em queda nesta quarta-feira, pressionado por tensões geopolíticas entre EUA e Irã e pela alta nos rendimentos dos Treasuries.

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Foto: Times Brasil
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23/09 às 08:15, atualizado 18:32

Pontos principais

  • Ibovespa encerrou o pregão em queda de 0,86%, aos 185.814,09 pontos.
  • Dólar à vista fechou em alta de 1,28%, cotado a R$ 5,1682.
  • Rendimento do Treasury de 10 anos atingiu 5,135%, patamar não visto desde 2007.
  • Mercados globais monitoram tensões entre EUA e Irã e expectativa por cúpula entre Trump e Xi Jinping.
  • Pesquisas eleitorais AtlasIntel e Quaest indicam disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro.
  • Ações da Petrobras limitaram as perdas do índice, impulsionadas pela alta do petróleo Brent.

O mercado financeiro brasileiro encerrou o pregão desta quarta-feira em tom de cautela, refletindo a aversão ao risco que dominou os mercados globais. O Ibovespa recuou 0,86%, fechando aos 185.814,09 pontos, enquanto o dólar à vista registrou valorização de 1,28%, cotado a R$ 5,1682. A pressão vendedora foi intensificada pela alta nos rendimentos dos Treasuries norte-americanos, que atingiram 5,135%, o maior nível desde julho de 2007, diante da expectativa de novos aumentos de juros pelo Federal Reserve para conter a inflação nos Estados Unidos.

No cenário externo, investidores acompanharam com atenção a escalada das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã. O mercado monitora sinais de possíveis negociações, enquanto aguarda a cúpula entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping, prevista para esta quinta-feira, que deve abordar a trégua comercial e avanços em inteligência artificial. As bolsas de Nova York acompanharam o movimento de queda, com os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq recuando em meio à incerteza sobre a política monetária do Fed e os desdobramentos no Oriente Médio.

Internamente, o cenário eleitoral também contribuiu para a volatilidade dos ativos. Novas pesquisas, como a AtlasIntel/Bloomberg e a expectativa pela divulgação da Quaest, apontam uma disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. Apesar do ambiente de incerteza política, as ações da Petrobras se destacaram positivamente, limitando as perdas do Ibovespa ao subirem mais de 3% em resposta à valorização dos contratos futuros de petróleo Brent no mercado internacional.

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