Lula defende soberania e critica pressões externas em discurso na ONU
O presidente Lula foi aplaudido quatro vezes na Assembleia Geral da ONU ao abordar soberania nacional, direitos humanos e a escala de trabalho 6x1.
Pontos principais
- Lula afirmou que o Brasil não aceitará pressões para privatizar o Pix ou submeter minerais críticos a interesses estrangeiros.
- O presidente criticou o uso de tarifas comerciais como ferramenta de coerção e chantagem internacional.
- O discurso defendeu a reforma da governança global e a atuação do Tribunal Penal Internacional.
- Lula vinculou o fim da escala de trabalho 6x1 à redução da sobrecarga doméstica feminina e ao combate ao feminicídio.
- O presidente rejeitou interferências externas nas eleições brasileiras e a presença de forças militares estrangeiras em águas nacionais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou na 81ª Assembleia Geral da ONU, onde foi interrompido por aplausos em quatro momentos distintos. Em sua fala, o mandatário enfatizou a defesa da soberania nacional, declarando que o Brasil não aceitará posições subalternas no cenário global, em recados indiretos a pressões externas sobre temas como comércio, tecnologia e a exploração de recursos naturais. O presidente reiterou que o país não permitirá a privatização do Pix e que a exploração de minerais críticos deve priorizar o benefício da população brasileira.
Além da agenda de soberania, Lula abordou pautas sociais e institucionais, incluindo a defesa do Tribunal Penal Internacional e a necessidade de reformar o Conselho de Segurança da ONU. O presidente também defendeu o fim da escala de trabalho 6x1, conectando a medida à promoção da igualdade de gênero e ao combate ao feminicídio. O pronunciamento marcou uma reorientação nas prioridades da política externa brasileira, integrando temas como a regulação de plataformas digitais e a proteção do Estado Democrático de Direito aos pilares tradicionais de combate à fome e ao multilateralismo.
Comentários
Carregando comentários...
