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Lula critica ingerência externa na ONU e afirma que Brasil não é quintal de ninguém

Em discurso na Assembleia Geral da ONU, Lula refutou interferências estrangeiras na política brasileira sem citar nominalmente o governo Trump.

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Foto: G1 Política
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22/09 às 12:15 · atualizado 13:32

Pontos principais

  • O presidente Lula discursou na 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
  • O mandatário criticou a ingerência externa em processos eleitorais na América Latina.
  • Lula declarou que o Brasil não terceirizará a defesa de suas fronteiras e combate ao crime.
  • O discurso incluiu críticas ao imobilismo do Conselho de Segurança da ONU.
  • O presidente defendeu a soberania nacional e a regulamentação de big techs e inteligência artificial.

Durante a 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou seu tempo de fala para criticar a interferência externa em processos eleitorais na América Latina. Sem mencionar diretamente o presidente americano Donald Trump, Lula afirmou que o Brasil não é o quintal de ninguém e que o país não terceirizará a responsabilidade pela defesa de suas fronteiras ou pelo combate ao crime organizado. O tom do discurso buscou reafirmar a soberania brasileira diante de articulações políticas internacionais que, segundo o governo, tentam influenciar a política doméstica.

Além das questões diplomáticas, o presidente aproveitou o palco global para defender pautas de sua agenda interna e global. Lula criticou o imobilismo do Conselho de Segurança da ONU e defendeu a necessidade de regulamentação para big techs e sistemas de inteligência artificial. No âmbito doméstico, o presidente reforçou compromissos com a manutenção do PIX como serviço público e sinalizou medidas para restringir a atuação de bets, reafirmando bandeiras que têm marcado sua gestão recente.

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