Lula critica ingerência externa na ONU e afirma que Brasil não é quintal de ninguém
Em discurso na Assembleia Geral da ONU, Lula refutou interferências estrangeiras na política brasileira sem citar nominalmente o governo Trump.
Pontos principais
- O presidente Lula discursou na 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
- O mandatário criticou a ingerência externa em processos eleitorais na América Latina.
- Lula declarou que o Brasil não terceirizará a defesa de suas fronteiras e combate ao crime.
- O discurso incluiu críticas ao imobilismo do Conselho de Segurança da ONU.
- O presidente defendeu a soberania nacional e a regulamentação de big techs e inteligência artificial.
Durante a 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou seu tempo de fala para criticar a interferência externa em processos eleitorais na América Latina. Sem mencionar diretamente o presidente americano Donald Trump, Lula afirmou que o Brasil não é o quintal de ninguém e que o país não terceirizará a responsabilidade pela defesa de suas fronteiras ou pelo combate ao crime organizado. O tom do discurso buscou reafirmar a soberania brasileira diante de articulações políticas internacionais que, segundo o governo, tentam influenciar a política doméstica.
Além das questões diplomáticas, o presidente aproveitou o palco global para defender pautas de sua agenda interna e global. Lula criticou o imobilismo do Conselho de Segurança da ONU e defendeu a necessidade de regulamentação para big techs e sistemas de inteligência artificial. No âmbito doméstico, o presidente reforçou compromissos com a manutenção do PIX como serviço público e sinalizou medidas para restringir a atuação de bets, reafirmando bandeiras que têm marcado sua gestão recente.
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