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Lula critica Trump por ameaças e defende reforma da ONU e novos mercados

O presidente Lula criticou Donald Trump por ameaçar países e defendeu a soberania, alertando para risco de guerra. Ele propôs reforma da ONU e afirmou que o Brasil buscará novos mercados se os EUA não negociarem.

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Foto: G1 Política
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16/04 às 09:06 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • Lula criticou Donald Trump por ameaçar países como Irã, Cuba e Venezuela, afirmando que ele não foi eleito 'imperador do mundo'.
  • O presidente brasileiro defendeu que líderes mundiais busquem respeito e não governem pelo medo, alertando para o risco de uma terceira guerra mundial.
  • Lula propôs uma reforma no Conselho de Segurança da ONU, incluindo novos membros permanentes como Brasil e Alemanha, e criticou o órgão como um 'navio à deriva'.
  • Ele defendeu eleições na Venezuela, criticou o bloqueio energético contra Cuba e condenou a invasão da Ucrânia por Putin.
  • Lula afirmou que o Brasil encontrará outros clientes se Trump não quiser fazer comércio com o país, mencionando a abertura de 518 novos mercados internacionais.
  • Ele instou líderes como Xi Jinping, Vladimir Putin e Emmanuel Macron a convocar uma reunião do Conselho de Segurança da ONU.
  • Lula sugeriu que o secretário-geral da ONU, António Guterres, convoque uma Assembleia Geral extraordinária para discutir as ações de Putin e Trump.
  • O presidente comentou sobre a possibilidade de reeleição, afirmando estar se 'preparando' e que a decisão dependerá do PT.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o presidente americano Donald Trump por suas ameaças a outros países, como Irã, Cuba e Venezuela, afirmando que nenhum líder tem o direito de agir como 'imperador do mundo'. Lula defendeu que a política externa deve ser pautada pelo respeito à soberania e integridade territorial das nações, alertando para o risco de uma terceira guerra mundial caso a postura intervencionista de Trump persista. Ele destacou a importância de líderes mundiais buscarem o respeito mútuo em vez de governar pelo medo e condenou a invasão da Ucrânia por Putin, defendendo a América Latina como zona de paz.

Em entrevistas, Lula também propôs uma reforma no Conselho de Segurança da ONU, sugerindo a inclusão de novos membros permanentes, como Brasil e Alemanha, e criticou o órgão como um 'navio à deriva'. Ele defendeu a realização de eleições na Venezuela e criticou o bloqueio energético contra Cuba. O presidente afirmou que o Brasil encontrará outros clientes se Trump não quiser fazer comércio com o país, mencionando a abertura de 518 novos mercados internacionais em seu mandato. Lula instou líderes como Xi Jinping, Vladimir Putin e Emmanuel Macron a convocar uma reunião do Conselho de Segurança e sugeriu que o secretário-geral da ONU, António Guterres, convoque uma Assembleia Geral extraordinária para discutir as ações de Putin e Trump.

Questionado sobre sua possível candidatura à reeleição em outubro, Lula afirmou estar se 'preparando', mas indicou que a decisão final dependerá do Partido dos Trabalhadores (PT). Ele também comentou sobre a disputa com Flávio Bolsonaro e reiterou sua crença na democracia brasileira. A entrevista à revista alemã Der Spiegel foi publicada na véspera da viagem de Lula à Europa, onde visitará Espanha, Alemanha e Portugal.

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