Governo reajusta Bolsa Família em 15% após encontrar espaço fiscal
O benefício subirá para R$ 691 em outubro, financiado por uma folga de R$ 19,6 bilhões no orçamento federal.
Pontos principais
- O reajuste de 15% eleva o piso do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691.
- A medida é viabilizada por uma folga orçamentária de R$ 19,6 bilhões identificada em despesas obrigatórias.
- O impacto financeiro estimado é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22,7 bilhões em 2027.
- O ministro Gilmar Mendes, do STF, validou o decreto, classificando-o como atualização monetária.
- O governo nega motivação eleitoral e afirma que a decisão baseou-se em critérios técnicos.
O governo federal anunciou um reajuste de 15% no valor do Bolsa Família, elevando o piso do benefício de R$ 600 para R$ 691. A medida será financiada por uma folga orçamentária de R$ 19,6 bilhões, identificada após revisões nas projeções de despesas obrigatórias do Executivo. Os novos pagamentos estão programados para iniciar no dia 19 de outubro.
O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que a decisão possui caráter estritamente técnico, fundamentada no relatório bimestral de receitas e despesas. A medida recebeu aval do ministro Gilmar Mendes, do STF, que considerou o decreto uma atualização monetária, afastando alegações de irregularidade eleitoral. O impacto financeiro projetado para os cofres públicos é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22,7 bilhões em 2027.
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