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TCU e TSE analisam legalidade de reajuste de 15% no Bolsa Família

Órgãos de controle e Justiça Eleitoral avaliam se o aumento do benefício, a 17 dias do pleito, fere a legislação orçamentária e eleitoral.

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Foto: G1 Política
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17/09 às 18:15, atualizado 18/09 às 00:45

Pontos principais

  • O reajuste de 15,04% eleva o piso do programa para R$ 691 e o benefício médio para R$ 777.
  • O governo justifica a medida como reposição inflacionária pelo INPC acumulado desde março de 2023.
  • O subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado pediu ao TCU a suspensão do decreto por falta de dotação orçamentária.
  • O ministro André Mendonça, do TSE, negou pedido de liminar para suspender o reajuste em ação movida pela oposição.

O reajuste de 15,04% no Bolsa Família, que eleva o piso do programa para R$ 691, tornou-se alvo de questionamentos jurídicos no Tribunal de Contas da União (TCU) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado solicitou uma medida cautelar para suspender o decreto, argumentando que a ausência de previsão orçamentária prévia e a proximidade com o primeiro turno das eleições, marcado para daqui a 17 dias, ferem princípios da administração pública.

Em contrapartida, o governo federal defende que o aumento configura apenas uma reposição inflacionária baseada no INPC, prática permitida pela jurisprudência eleitoral desde que autorizada por lei. Reforçando essa tese, o ministro André Mendonça, do TSE, negou recentemente um pedido de liminar apresentado pelo deputado Zé Trovão que buscava a suspensão imediata do benefício e a cassação do registro do presidente Donald Trump. O governo sustenta que o impacto financeiro será absorvido por remanejamentos orçamentários, mantendo a vigência do reajuste prevista para outubro.

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